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Consumo Notícia da edição impressa de 03/05/2016. Alterada em 02/05 às 22h29min

Frio impulsiona vendas para o Dia das Mães

ANTONIO PAZ/JC
Tíquete médio de R$ 192,00 é previsto pela CDL e Sindilojas POA, uma queda real de 7,71% sobre 2015

Considerada a data mais importante para o varejo após o Natal, o Dia das Mães deve movimentar cerca de 378 milhões para o comércio do Rio Grande do Sul. Segundo pesquisa realizada pela Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV), 77,2% dos entrevistados comprarão presentes alusivos à data. Para o presidente da AGV, Vilson Noer, "a importância da data das mães e o clima de inverno supera qualquer crise". As mães e esposas receberão mimos de 84,2%, e as sogras, de 37,9%. Além delas, avós, irmãs e madrastas também apareceram na lista de presenteadas em 2016. Roupas (45,7%), cosméticos (18,1%), acessórios (16%) e calçados (14,9%) lideram as intenções de compra, juntamente com "o que ela pedir".
"Nessa pesquisa, podemos perceber que o momento atual da economia fez com que as pessoas diminuíssem seus gastos médios, mas, mesmo assim, irão comprar alguma lembrança para suas mães, com um tíquete médio de R$ 107,00", afirmou Noer.
O cartão de crédito foi apontado pela maioria como forma de pagamento preferida (53,7%), seguido de dinheiro (42,1%) e do cartão de débito (13,7%). Cerca de 79,8% dos gaúchos participantes farão as compras em lojas de rua. A semana que antecede o dia das mães é a escolhida por 60,4% das pessoas para fazerem as compras. A imensa maioria, 85,2% dos gaúchos, fará surpresa no presente. Mas 12,9% das mães escolherá o que quer ganhar.
Sobre a data, o Sindilojas Porto Alegre e a CDL POA realizaram um estudo inédito sobre o perfil do consumidor que circula e compra pelas ruas da Capital. O levantamento apontou uma movimentação financeira de
R$ 59 milhões para o Dia das Mães deste ano, enquanto que, em 2015, a data injetou R$ 80 milhões no comércio da Capital. A pesquisa revelou um tíquete médio de R$ 192,00 para 2016, com um crescimento nominal de 2,72% e queda real de -7,71%. Além disso, estima-se uma inflação de 10,43% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Já a pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que 47,5% dos consumidores vão gastar menos neste ano com o presidente das mães. Entre as principais razões citadas pelos entrevistados para a contenção de gastos estão o desemprego (24,8%), o endividamento (21%) e a necessidade de economizar (16,6%). Outro sinal de que o brasileiro vai comprar presentes mais baratos é que poucos vão recorrer ao crédito: apenas 19,2% pretendem parcelar os presentes no cartão, enquanto 58,7% afirmaram que vão pagar em dinheiro à vista. O valor médio de cada presente deve ficar em R$ 93,55.
O segmento de comércio eletrônico estima movimentar cerca de R$ 2,2 bilhões nas compras pela internet, prevê a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Se comparado ao mesmo período do ano passado, esse valor representa um crescimento de 8%. O tíquete médio deve totalizar R$ 256,00, e as categorias que se destacam são moda e cosméticos.

Shoppings registram menor lucro líquido em sete anos


O setor de shopping centers fechou o ano passado com o menor lucro líquido em sete anos, de acordo com levantamento feito pela Economatica entre 2009 e 2015. O ganho do setor, de R$ 246,5 milhões, indicou baixa de 75% frente ao ano anterior e se manteve em uma queda sequencial desde 2012, quando atingiu o melhor momento, com R$ 2,62 bilhões.
A Multiplan foi a empresa com resultado mais elevado no ano de 2015, com lucro de R$ 362,1 milhões, apesar da queda de 1,60% com relação a 2014. A JHSF teve o maior crescimento percentual do lucro em 2015, com alta de 159,3%, frente ao ganho de R$ 41,7 milhões em 2014. Das seis empresas acompanhadas no setor (Aliansce, BRMalls, General Shopping, Iguatemi, JHSF e Multiplan), somente a General Shopping teve prejuízo no ano de 2015, no valor de R$ 551,9 milhões. Com perdas consecutivas desde 2010, a companhia teve os resultados nominais mais baixos em todos os anos do estudo, na comparação com as concorrentes.
Além de liderar a lista de maior lucro, a Multiplan foi a empresa que se mostrou com valor de mercado mais elevado da amostra em 2016, com R$ 10,97 bilhões, o que representou 41,1% do total do setor. O crescimento do valor de mercado em 2016 com relação a dezembro de 2015 foi de 53,71%.
Já a General Shopping foi a única que registrou queda de valor de mercado em 2016, com variação negativa de 8,93%, para R$ 165,750 milhões. Em geral, as empresas do setor tiveram crescimento de 46,51% no valor de mercado, para R$ 26,694 bilhões. Apesar da queda no lucro, o crescimento nominal das receitas no setor foi constante nos últimos sete anos. Em 2015, o conjunto de empresas avaliadas teve crescimento de 2,55% ou R$ 110,7 milhões em vendas. O levantamento apontou ainda que, desde 2009, o setor cresceu 138,16%, ao sair de R$ 1,87 bilhão em receitas para R$ 4,45 bilhões no ano de 2015.
A BRMalls foi a empresa com maior faturamento no ano de 2015, com R$ 1,36 bilhão, o que representou 30,6% do total do setor. A Multiplan teve o segundo melhor desempenho, com R$ 1,06 bilhão, ou 23,9% do setor. Das seis empresas, somente a Multiplan teve recuo da receita em 2015 com relação a 2014. Em 2015, as vendas da Multiplan fecharam em R$ 1,06 bilhão contra R$ 1,11 bilhão em 2014, queda de 4,35%.
O endividamento bruto consolidado das empresas em 2015 foi de R$ 14,41 bilhões contra R$ 14,5 bilhões em 2014, queda de 0,61%. No período de 2009 a 2015, o endividamento do setor teve expansão de 437,5%. Vale ressaltar que 2015 foi o único ano a mostrar queda da dívida no estudo. A empresa com maior estoque de dívida do setor foi a BrMalls, com R$ 5,49 bilhões, seguida pela Multiplan, com passivo de R$ 2,17 bilhões.
A JHSF teve queda de 22,27% da dívida no ano de 2015 com relação a 2014, marcando o maior recuo das seis empresa da amostra. A Economatica consolidou o desempenho de seis empresas do setor de administração de shopping centers de 2009 até 2015. Todas as análises foram elaboradas com base nos demonstrativos financeiros apresentados à Comissão de Valores Mobiliários.

Asun adquire cinco lojas do Nacional fechadas pelo Walmart ano passado


Marina Schmidt

A rede Asun pretende abrir, nos próximos dois meses, cinco novas lojas, adquiridas junto à rede Walmart, que fechou 14 supermercados no Estado (entre o final do ano passado e o início deste, o grupo encerrou as atividades de 60 pontos de venda no País).
As unidades compradas pelo Asun eram, até pouco tempo, da bandeira Nacional, e estavam instaladas em Porto Alegre (na avenida Plínio Brasil Milano e em frente ao Hospital Conceição), Canoas (Mathias Velho e avenida Boqueirão) e Esteio.
O diretor da rede Asun, Antonio Ortiz Romacho, indica que a primeira destas lojas a ser aberta deve ser a unidade Mathias Velho, em Canoas. Na sequência, o outro estabelecimento na mesma cidade deve ser inaugurado. A expectativa do executivo é que, em 60 dias, os cinco supermercados já estejam operando. "É uma oportunidade que aconteceu", revela, sem detalhar o montante investido na compra das instalações. "Foi um investimento pequeno, porque estavam desativando." A ampliação da presença na Capital favorece as estratégias do grupo, aponta Romacho. "Somos a maior empresa no litoral gaúcho", ressalta.
O problema é que, com a chegada do inverno, o movimento e o faturamento da rede cai. "Abrindo essas cinco lojas, vamos melhorar o faturamento, a eficiência e o atendimento", sustenta. A abertura das unidades deve gerar de 450 a 500 empregos, informa.
Diante de um cenário desafiador para empresas de todos os setores, Romacho salienta que a rede Asun está "trabalhando no dia a dia sem demitir ninguém" e que entrou em programas de parcelamento de débitos, como Refis e Refaz, para acertar pendências fiscais. "Estou parcelando e honrando todos os meus compromissos", sublinhou.
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