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INDÚSTRIA Notícia da edição impressa de 03/05/2016. Alterada em 02/05 às 22h20min

Sindicato vai à justiça para reverter demissões de funcionários da GM

FREDY VIEIRA/JC
Franzoi (e), Ascari (c) e Dorneles falaram ontem na sede da entidade

Luiz Eduardo Kochhann

O Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí (Sinmgra) buscará o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região para reverter a demissão de 300 trabalhadores da unidade da General Motors (GM) no município. O anúncio foi feito ontem em entrevista coletiva. Os metalúrgicos não descartam realizar outras ações na fábrica, como uma operação tartaruga. A GM evoca a queda de 26% das vendas do setor até abril para justificar os desligamentos, enquanto os trabalhadores alegam aumento na venda dos veículos produzidos no local no primeiro trimestre.
"Há um dispositivo legal que garante a obrigação de se estabelecer negociação com os sindicatos antes de demissões em massa, o que não foi feito nesse caso. Inclusive, vínhamos insistindo em um diálogo sobre a situação dos trabalhadores em lay off, mas a GM não se posicionou", diz o diretor jurídico do Sinmgra, Edson Dorneles. Por isso, será pedido a instauração de dissídio coletivo no TRT. Eram 751 funcionários do terceiro turno em lay off desde dezembro, entre os quais estavam os demitidos no fim de semana. Outros 102 empregados haviam sido desligados desde janeiro.
De acordo com o Singram, foram demitidos, em 2014 e 2015, respectivamente, 3,9 e 3,4 mil metalúrgicos em Gravataí. De janeiro até o fim de abril de 2016, mais 680 pessoas ligadas ao setor perderam seus empregos na cidade. "Nossa atuação será pela manutenção da empregabilidade. Por isso, vamos discutir juridicamente a readmissão dos 300 trabalhadores. Entendemos se tratar de um número que a empresa pode acomodar em outros turnos", destacou o presidente do Sinmgra, Valcir Ascari. Para Ascari, as empresas da região têm usado o lay off apenas para protelar demissões.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ricardo Franzoi, afirmou que o emplacamento dos modelos Onix e Prisma passou de 27 mil para 32 mil na comparação entre os primeiros trimestres de 2015 e 2016. "O ajuste que já havia sido feito no emprego e, portanto na folha de pagamento, no segundo semestre de 2014 e no ano passado, era suficiente para manter o quadro atual sem novos desligamento. A medida atual parece uma tentativa de ameaça em relação a negociação que está acontecendo agora pela participação em resultados", afirma.
Parados desde o fim de 2015, os funcionários começaram a ser avisados das demissões na sexta-feira e no sábado, véspera do Dia do Trabalhador, por meio de cartas e telegramas. Alguns deles, como Roberto Silva Bachhi, há nove anos e meio na fábrica, ficaram sabendo da medida por meio da imprensa. "É frustrante. Não é uma demissão por baixo rendimento ou qualquer outra justificativa, mas um abandono do trabalhador por uma empresa que está pensando apenas no lucro", lamenta.
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