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trabalho 02/05/2016 - 14h20min. Alterada em 02/05 às 18h32min

Consórcio demite funcionários e paralisa obras da ponte do Guaíba em Porto Alegre

Marcelo G. Ribeiro/JC
Parte dos funcionários foram informados sobre os desligamentos quando chegaram para trabalhar

Bruna Oliveira

O Consórcio Ponte do Guaíba deve demitir até esta terça-feira (3) 250 funcionários envolvidos nas obras da nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre, informou o sindicato que representa os trabalhadores em obras de construção pesada no Estado. Nesta segunda-feira (2), 200 empregados ligados à construtora Queiroz Galvão SA (participação de 97% no consórcio responsável pela execução) já receberam o comunicado da demissão.
O número pode chegar a 400 dos 650 trabalhadores envolvidos na obra se for consumada a expectativa de que mais cem a 150 trabalhadores de terceirizadas também sejam demitidos, acrescentou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Siticepot), Isabelino Garcia dos Santos.   
O ritmo das obras foi reduzido, com interrupção da construção. Não há data para que os trabalhos sejam retomados. O motivo para a paralisação seriam problemas nos repasses de recursos federais que custeiam a ligação. Santos projeta que os trabalhos devem parar completamente até o fim do mês. "As obras serão reduzidas gradualmente", explicou o presidente do sindicato. 
O consórcio não quis se pronunciar sobre as demissões. Pelo contrato que mantêm com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit), as empresas não comentam o fato. Por e-mail, a assessoria de imprensa do Dnit afirmou que o órgão não foi comunicado da paralisação das obras pelo consórcio e que cobrará explicações. O Dnit também garantiu que não há atraso no pagamento do contrato.

Surpresa no canteiro de obras

Os trabalhadores receberam a notificação das rescisões em pequenos grupos na manhã desta segunda. Muitos foram surpreendidos ao chegar, pois achavam que iriam trabalhar normalmente. Os comentários sobre possíveis cortes já circulavam entre os funcionários desde a semana passada, contam.
Mesmo com o clima de incerteza, Agostinho Morais e Denilson Luis de Brito disseram que não esperavam pela medida. Os dois trabalhavam na movimentação de cargas e estavam há apenas 28 dias na empresa. Morais e Brito garantiram que não houve comunicado prévio das demissões. "Agora é tentar procurar outra coisa, tentar a sorte. Parado não dá para ficar", disse Brito.
A informação entre os trabalhadores é que as demissões atingem todos os setores da Queiroz Galvão. A construção da segunda ponte teve início em outubro de 2014, com estimativa de inauguração em outubro de 2017. Cerca de 35% da obra está concluída. O investimento inicial é de R$ 649,6 milhões.
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