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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de maio de 2016. Atualizado às 23h31.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 19/05 às 21h29min

Colonização da sociedade

A reforma ministerial do presidente interino Michel Temer (PMDB) poderá ser muito mais difícil que o previsto. A redução de 32 para 24 ministérios, feita por medida provisória (MP), atingiu pastas caras a grupos grandes de deputados e senadores, como a da Cultura, do Desenvolvimento Agrário, dos Direitos Humanos, das Mulheres e da Igualdade Racial. O Ministério da Cultura, recém-englobado pelo da Educação, teve a recriação defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "O Ministério da Cultura não vai quebrar o Brasil, mas sua extinção quebrará a nação, porque coloniza a sociedade", disse Renan, que já conversou com Temer e sugeriu emendar a medida provisória da reforma ministerial para recriar a pasta.
Evitar a extinção
Os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos serão mais difíceis de recriar, mas já foi protocolada uma emenda à MP da Reforma Ministerial para evitar a extinção das pastas. "A criação de estruturas de governo voltadas ao desenvolvimento e execução de políticas públicas nestas áreas representou importante avanço civilizatório, embora ainda estejamos distantes da superação das mazelas que marcam a sociedade brasileira", disse o autor das emendas, deputado Pepe Vargas (PT).
Rebaixamento do social
A reforma ministerial gerou briga no plenário da Câmara. A deputada Maria do Rosário (PT) criticou as escolhas de Temer para os ministérios, além da extinção das pastas da área social. "Conquistas começam a ser violadas por uma reorganização espúria do Estado, com uma medida provisória dando fim a pastas que têm ampla representatividade e missão social neste País", disse a deputada. "O País vê, nos dias atuais, a desvalorização da cultura, a revisão da Constituição, a retirada de direitos fundamentais, a ameaça de diminuição de direitos trabalhistas, de mudança e aumento para a idade da aposentadoria. E não é essa a outra iniciativa que não a junção vergonhosa que rebaixou as áreas sociais e a Previdência", completou.
Troca de grosserias
O deputado Heráclito Fortes (PSB-PI) respondeu a Maria do Rosário. "O governo que toma posse interinamente tem uma noção moderna, globalizada de política externa. Deixou de lado o bolivarianismo e passou a julgar a democracia plena. Nós não podemos combater golpe no Brasil e aplaudir o que acontece na Venezuela", disse. Heráclito afirmou que Maria do Rosário havia sido grosseira ao negar-lhe a palavra, e ela devolveu, dizendo que o parlamentar piauiense já havia feito o mesmo.
 
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