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Porto Alegre, quinta-feira, 12 de maio de 2016. Atualizado às 15h55.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 12/05/2016. Alterada em 12/05 às 15h56min

Votação do impeachment

 Plenário do Senado durante sessão deliberativa extraordinária que decidirá pela aprovação ou rejeição do relatório favorável à admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.    Em discurso, senadora Ana Amélia (PP-RS)      Foto: Geraldo Magela/Agência Senado


GERALDO MAGELA/AGÊNCIA SENADO/JC
A votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado foi bem diferente da sessão na Câmara dos Deputados que decidiu pela abertura do processo. O clima de guerra fria diminuiu em Brasília, e o muro montado na Esplanada dos Ministérios, que simbolizou a polarização no dia 17 de abril, amanheceu vazio. Os brasilienses, ao invés de fazer churrascos enquanto assistiam à TV Câmara ou ir à Esplanada protestar, foram trabalhar normalmente. Antes da votação no Senado, o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu "serenidade" e fez mea culpa defendendo uma reforma política. "Não fizemos algumas reformas institucionais, principalmente a reforma política e a do financiamento de campanhas eleitorais. Se não fizermos a reforma política e não atualizarmos a Lei do Impeachment, vamos ter vários eventos semelhantes a esse na nossa história."
Momento infeliz
Primeira oradora da sessão plenária desta quarta-feira, a senadora gaúcha Ana Amélia (PP, foto) se disse convencida da existência de provas para que se dê prosseguimento ao processo de impeachment. Ela encaminhou voto a favor do afastamento da presidente. O clima foi de funeral, mesmo entre os apoiadores do impeachment. "Não temos nenhuma alegria, não é feliz o momento de hoje, mesmo sabendo da responsabilidade que paira sobre os nossos ombros e da cobrança da sociedade, que tem pressa. Diante de todo o material probatório produzido até aqui, há, sim, enquadramento típico e lastro de provas suficientes para admissibilidade do processo", disse Ana Amélia.
Questões de ordem
A primeira hora de discussões foi dominada por questões de ordem apresentadas por senadores da base do governo. Gleisi Hoffmann (PT-PR) solicitou a suspensão da sessão até que um mandado de segurança impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) fosse julgado pelo STF. Já Vanessa Graziottin (PCdoB-AM) questionou a filiação de um dos autores do pedido, Miguel Reale Júnior, ao PSDB.
Questão de bom senso
As duas questões de ordem foram motivo de reclamação. "Os argumentos trazidos pela defesa do governo são fatos inteiramente superados. Invocar o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é algo completamente fora de lugar. O relatório já foi votado e passou. Não podemos rever", disse o senador gaúcho Lasier Martins (PDT). Ele propôs que as questões de ordem fossem abatidas dos 15 minutos de que cada senador tinha direito, algo que Renan gostou. O também gaúcho Paulo Paim (PT) propôs 10 minutos para cada senador. "Se entrar o requerimento para que a gente abra mão da palavra, alguns não poderão falar." Renan o elogiou pelo "bom senso".
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