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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de maio de 2016. Atualizado às 22h43.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 10/05/2016. Alterada em 09/05 às 21h05min

Impeachment anulado

O presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), decidiu anular as sessões do plenário da Casa realizadas nos dias 15, 16 e 17 de abril, que autorizaram a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A decisão é uma resposta a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e se baseou no argumento de que o processo estaria viciado. O ato de Maranhão criou ainda mais instabilidade no Congresso Nacional e aumentou o risco de custar o seu lugar no PP. A legenda já havia decidido que quem votasse contra a orientação no impeachment seria expulso do partido e determinou a abertura do processo de expulsão. Os progressistas chegaram a pedir o afastamento de Maranhão da presidência da Câmara. No ato de anulação, Maranhão argumentou que o impedimento não pode ser objeto de orientação partidária, que os deputados não poderiam ter adiantado o voto e que a AGU deveria ter feito a defesa por último. Ele também determinou uma nova votação num prazo de cinco sessões. Parece ficção.
Crimes não cometidos
A situação ficou tão instável que Dilma pediu calma. Mas os petistas comemoraram bastante. "Dilma vinha sendo julgada por crimes que não cometeu. A maior virtude da anulação da votação do impeachment é evidenciar essa incongruência", disse o deputado federal gaúcho Elvino Bohn Gass. "O golpe que aviltou o Estado de Direito contava com silêncio de todos. Aí alguém faz o que é certo e anula o que não tem mesmo segurança jurídica", afirmou a também deputada federal gaúcha Maria do Rosário. A verdade é que Waldir Maranhão prestou um grande serviço ao governo e ao PT, dando argumentos quanto à condução do processo de impeachment que os governistas classificam de golpe. Fez seu papel. Por quê? Só o tempo poderá revelar. Muitas versões já circulam pelos bastidores do Congresso. Já Eduardo Cunha (PMDB-RJ) lascou: "É por isso que me queriam fora".
Maranhão ficou maluco
A decisão de Maranhão pegou o PP de surpresa. "Já tínhamos acertado que quem votasse contra a orientação do partido seria expulso. Isso foi para ele conseguir cinco minutos de fama", disse o deputado federal gaúcho Luis Carlos Heinze (PP). Maranhão tentou falar com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), sobre o assunto e tentar reverter a sua expulsão, mas sem sucesso. A senadora gaúcha Ana Amélia (PP) chamou a decisão de "manobra inaceitável". O deputado federal gaúcho Renato Molling afirmou que Maranhão ficou "maluco" e que a decisão será revertida. O também gaúcho Jerônimo Goergen comentou que Maranhão é "reincidente" na desobediência ao partido. "Desejo que o PP engrosse o coro pela derrubada do ato da presidência interina."
 
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