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Porto Alegre, sexta-feira, 20 de maio de 2016. Atualizado às 11h21.

Jornal do Comércio

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Jaime Cimenti

Livros

Notícia da edição impressa de 20/05/2016. Alterada em 20/05 às 11h21min

A reportagem é a estrela principal

abertura

Livro comemora o aniversário de 10 anos do programa Profissão Repórter


EDITORA PLANETA /DIVULGAÇÃO/JC
Profissão Repórter 10 anos - Grandes Aventuras, Grandes Coberturas (Editora Planeta, 380 páginas), de Caco Barcellos e equipe, com organização de Caio Cavechini, comemora o aniversário de 10 anos do famoso e premiado programa de televisão, sucesso de público e de crítica, comandado por Barcellos, considerado por muitos como o melhor jornalista da TV brasileira, especialmente no campo da reportagem.
Ao longo de 250 programas exibidos semanalmente pela TV Globo, a produção já foi objeto de estudos universitários e virou referência para quem ser repórter e procura fazer jus ao bordão: "Os bastidores da notícia. Os desafios da reportagem". A coletânea de textos apresentada por Barcellos e Marcel Souto Maior procura destacar, além de revelar um pouco da alma de cada programa, que "a estrela principal tem que ser e é a reportagem de qualidade", como ensina o jornalista.
Caco Barcellos nasceu em 1950 e é repórter de TV desde 1984, tratando muito de temas ligados à violência e injustiça social. Seus livros Rota 66 e Abusado receberam o Prêmio Jabuti de Literatura. Em 10 anos de existência, as equipes do Profissão Repórter participaram de programas que vão da Primavera Árabe ao terremoto do Haiti, de enchentes históricas à violência urbana no Brasil. Profissão foi indicado ao Emmy Internacional Awards em 2012.
Caio Cavechini, Gabriela Lian, Manoel Soares, Felipe Bentivegna, Mônica Pinheiro, entre outros, assinam os textos sobre aventuras, a redação e o repórter, grandes coberturas e olhares externos, os títulos dos capítulos da obra, que fala de nova cultura da periferia; dependentes de crack; profissionais do sexo em filmes pornôs; sem-teto buscando moradia em São Paulo; noivos apaixonados no dia do casamento; pilotos de monomotor na selva amazônica; voluntários em meio a catástrofes; famílias e equipes médicas mobilizadas em torno de um transplante de coração; e outros temas vibrantes.
Cada texto do livro está acompanhado por uma seleção dos grandes programas do Profissão Repórter, disponível em um website exclusivo: g1.com.br/profissão-reporter/10 anos.
Como se sabe, a matéria-prima do Profissão é o depoimento dos anônimos que, com coragem e generosidade, abrem suas vidas para as câmeras, expõem seus dramas e aflições e dividem suas vitórias e conquistas com milhões de irmãos brasileiros.
Barcellos e sua equipe têm profundo respeito pelos "personagens", os protagonistas de cada reportagem, os que inspiram o trabalho duro do repórter para construir narrativas à altura da "vida real".

Lançamentos

  • A Casa dos Seis Tostões - Perdido numa cidade de livros (Ateliê Editorial, 272 páginas), de Paulo Collins, mostra como ele e a família mudaram das colinas de São Francisco para o interior do País de Gales, numa vila com 1,5 mil habitantes e 40 livrarias, um santuário para bibliófilos.
  • A casa da praia (Bertrand Brasil, 476 páginas), de Nora Roberts, 500 milhões de exemplares em 40 idiomas, narra a vida do advogado Eli em Boston que, após ser inocentado do assassinato da esposa, vai para a casa da praia escrever um romance e recolocar a vida nos eixos.
  • Maio de outono (Edição do autor, 55 páginas), do professor universitário de História aposentado Marcos Vinícios de Almeida Saul, traz belos e pungentes poemas e textos sobre um amor de vida inteira e ideais de uma geração. "Quando, apesar de tudo, sorri ao perceber que a rosa é eterna" são os versos finais.

A propósito...

Assim como o Palácio de Versalhes e tantos outros palácios e castelos megalomaníacos do planeta, e a exemplo de tantas experiências negativas com corrupção, quem sabe algum dia, depois de tantos escandalões, a gente possa construir um Museu da Corrupção, um lugar em que objetos e símbolos antigos sirvam de inspiração para o que não deve ser feito. Tipo assim o Vasa dos suecos, um navio que afundou vergonhosamente em 1628 e que, 388 anos depois, mesmo parado dentro de um museu, é capaz de gerar coisas boas e, até, umas divisas para os cofres públicos. (Jaime Cimenti)
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