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Protestos Notícia da edição impressa de 18/04/2016. Alterada em 18/04 às 01h47min

Processo expõe baixa representatividade de políticos entre favoráveis ao afastamento de Dilma

FREDY VIEIRA/JC
Pessoas que compareceram ao ato do Parcão afirmam não se sentir representadas por nenhum político

Marina Schmidt e Maria Eugenia Bofill

Consagrado como um momento histórico tanto pelo grupo favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT) quanto pelo contrário, o domingo da votação do impeachment pelos deputados federais evidenciou a divisão da sociedade. Para além das mais diversas manifestações que tomaram o País, ontem, os discursos adotados pelas pessoas nas ruas mostravam duas visões distintas sobre a política brasileira e sobre o futuro do Brasil.
Em Porto Alegre, as ideias que representam os dois lados estavam concentradas nas duas mobilizações realizadas: a da Praça da Matriz, que reuniu o grupo de pessoas que se auto-intitula pró-democracia, e a do Parcão, onde prevalecia o conjunto pró-impeachment.
Levantamento da reportagem do Jornal do Comércio identificou um vazio de representatividade dos políticos entre os manifestantes favoráveis ao impedimento da presidente Dilma Rousseff (PT). A maioria das pessoas que compareceram ao ato do Parcão afirmaram que não se sentem representadas por nenhum político, o percentual de pessoas que manifestou essa opinião foi de 40%.
Na outra ponta, entre o grupo contrário à admissibilidade do processo de impeachment, apenas uma pessoa referiu que não se sente representada por nenhuma liderança política. Porém, entre as pessoas que tomaram a Praça da Matriz, a representante política mais citada foi a própria presidente Dilma, que alcançou percentual superior a 26% entre os respondentes.
Atacada pela oposição, ela foi a única que ganhou visibilidade no levantamento entre os nomes de comando ou na linha sucessória da presidência. Nem mesmo entre os apoiadores do impeachment que se reuniram no Parcão o nome de Michel Temer ou de Eduardo Cunha, ambos do PMDB, foi lembrado.
Vestidos de verde e amarelo, os defensores do impeachment, fizeram menção a políticos como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), o mais citado entre os políticos que melhor representam os participantes do ato, com 20% dos votos. A senadora gaúcha Ana Amélia (PP) foi a segunda mais lembrada, com 10% das menções. Os demais citados tiveram pouca projeção, mas são diversos quadros que podem ser representativos para esse grupo, com nomes que vão do senador Cristovam Buarque (PPS-DF) ao deputado estadual Marcel van Hattem (PP).
Um consenso foi constatado entre os dois lados: muita coisa vai mudar após o processo de impeachment. Os termos que melhor representaram os gaúchos que foram às ruas neste domingo foram "retrocesso", entre os que identificam que o impedimento da presidente levará o País à adoção de uma política mais restritiva aos direitos sociais e trabalhistas (além de provocar o acobertamento dos casos de corrupção), e "renovação", entre os que acreditam que derrubar a presidente não muda muita coisa, mas é um primeiro passo para "limpar o Brasil", como disseram alguns entrevistados pela reportagem.
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