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Panama Papers Notícia da edição impressa de 06/04/2016. Alterada em 05/04 às 22h06min

'Ainda há muito a revelar', diz Méndez sobre offshores

REPRODUÇÃO FACEBOOK/DIVULGAÇÃO/JC
Saúl Méndez integra grupo de movimentos sociais que denunciaram corrupção no paraíso fiscal

Isabella Sander

Em visita a Porto Alegre, o sindicalista Saúl Méndez, do Panamá, falou com exclusividade ao Jornal do Comércio sobre denúncias feitas pelos movimentos sociais panamenhos a respeito da abertura de offshores (contas bancárias de pessoas ou empresas abertas em um país diferente do que reside para aplicações financeiras e compras de imóveis) de vários países no Panamá. Os ativistas iniciaram as denúncias há cerca de um ano, mas o caso só teve repercussão nesta semana, com a divulgação do Panama Papers. Trata-se de uma vasta rede de informações sobre o escritório panamenho Mossack Fonseca, responsável pela abertura de empresas offshore no País. Através destas empresas, sediadas no paraíso fiscal, chefes de Estado, políticos, criminosos e até celebridades ocultavam dinheiro.
Jornal do Comércio - As denúncias ocorriam há um ano. Como foi isso?
Saúl Méndez - Nós criamos um movimento social panamenho, chamado Frente Nacional de Defesa do Direito Econômico e Social (Frenadeso), e denunciamos há um ano, aproximadamente, que o Panamá estava sendo usado por empresas offshore de outros países para evadir impostos. Esse tema não é novo, o Panamá tem sido considerado um paraíso fiscal por muitas economias. Na verdade, o país se converteu em uma espécie de centro, onde diferentes investidores, empresários e políticos têm utilizado esse mecanismo. Obviamente, esse é um tema agora, através de jornalistas do mundo inteiro. Ainda há muito a revelar.
JC - O que se sabia, naquela época, sobre essa questão?
Méndez - Sabíamos que o país estava sendo utilizado para esse tipo de situação, de evasão de impostos. É um tema complicado, muito trabalhoso, e só agora estamos vendo resultados mais específicos, a partir da invasão de hackers a computadores de um escritório de advogados do Panamá, o Mossack Fonseca.
JC - O que se pode fazer para que a evasão de impostos no Panamá não ocorra mais?
Méndez - A questão requer mudanças legislativas, para evitar essas situações que se apresentam no país. Notadamente, as grandes firmas, que sonegam impostos, velam por seus próprios interesses, do capital internacional e nacional, foram as que montaram a estrutura legal para esse tipo de corrupção.
JC - Por que, naquela época, não se ouviu as denúncias de vocês?
Méndez - Esse é um tema que envolve interesses fundamentalmente políticos. Grandes corporações e meios de comunicação mundiais fizeram uma aliança sem precedentes, que agora escandalizou o mundo inteiro. No entanto, as grandes corporações e meios de comunicação, manipuladas pelo produto do capital, não permitiriam que essas informações chegassem à população através de um feito do movimento social do Panamá. Nossas denúncias se fundamentaram através de redes sociais e de nossas próprias investigações, mas agora ganham maior relevância, pois se dão em um momento em que se dá a conhecer, no sistema econômico mundial, essa mesma situação que já denunciamos no Panamá.
JC - É importante criar uma solução global para a sonegação de impostos?
Méndez - O importante é dar sequência a essa investigação. Por enquanto, só temos a ponta do iceberg, o problema é complexo.
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