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crise política Notícia da edição impressa de 05/04/2016. Alterada em 05/04 às 09h05min

Intelectuais fazem ato contra o impeachment de Dilma Rousseff

JONATHAN HECKLER/JC
Ato dos professores da UFRGS em defesa da democracia.

Marcus Meneghetti

"Viemos nos manifestar em defesa do Estado Democrático de Direito no Brasil. O País corre um grave e iminente risco de ruptura institucional", disse o cientista político e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Benedito Tadeu César, ao ler o Manifesto em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, diante de uma plateia lotada que compareceu à sala II do Salão de Atos da Ufrgs para o ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Apesar de o manifesto ter sido lido na íntegra no final do ato Tadeu César lia um parágrafo e, em seguida, o público lia o seguinte , o que arrancou mais aplausos da plateia foram os discursos de representantes de vários movimentos sindicais, entidades de classe, professores universitários, advogados etc. As manifestações aconteceram ao longo da tarde.
O representante dos Advogados e Advogadas pela Legalidade Democrática, Mario Madureira, fez uma análise jurídica do processo de impedimento, defendendo que "trata-se, sim, de um golpe, porque não preenche os requisitos constitucionais".
"As pedaladas fiscais não são nada mais que o adiamento do pagamento, Não é crime. Outros presidentes e, pelo menos, 20 governadores também fizeram. Então, há distorções jurídicas para legitimar o golpe perante a sociedade", avaliou Madureira.
O advogado reclamou também da cobertura da imprensa: "Por exemplo, a imprensa pergunta a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se o impeachment é constitucional. Aí o ministro diz que é, desde que preencha os requisitos. Só que, nos jornais, a manchete se torna 'ministro diz que impeachment é constitucional'".
A jornalista Ivete Brandalise que participou da Rede da Legalidade, grupo de emissoras que transmitia notícias sobre o movimento de resistência à tentativa de golpe militar em 1961, comandado pelo ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola (PDT) também considerou "trágica" a atuação da imprensa. 
"As notícias veiculam coisas sutis, tentando convencer as pessoas que não é um golpe. Mais do que isso, tem se criado um clima de intolerância, em que, se você não concorda com os que são a favor do impeachment, você é a favor da corrupção. Quer dizer, não aceitam dialogar", analisou Ivete. 
Também estavam presentes no ato alguns políticos, como deputados estaduais, vereadores e o suplente de senador Cristofer Goulart (PDT) neto do ex-presidente João Goulart (PTB), deposto pelos militares em 1964. Para Cristofer, "não se trata de defender um partido, mas sim o sistema democrático".
"O que defendemos é que o mandato conquistado com a força das urnas não pode ser interrompido. Estamos na iminência de um Estado de exceção jurídico policialesco, diferente do que depôs meu avô. Mas ainda assim um golpe", falou o neto de Jango.
Para o advogado Madureira, o estado de exceção jurídico policialesco como se referiu Cristofer necessita ser legitimado "não por tanques, mas sim pelo viés jurídico", através de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
"A OAB atendeu a uma encomenda, que era um parecer jurídico a favor do impeachment. Mas, mais do que isso, protocolou outro pedido de impeachment ainda mais esdrúxulo", concluiu.


COMENTÁRIOS
Evandro Carlos - 05/04/2016 12h19min
Estes não são intelectuais, mas uma instituição sustentada pelo governo. São apenas representantes de uma classe política em busca se perpetuar no poder.

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