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Editorial Notícia da edição impressa de 27/04/2016. Alterada em 26/04 às 19h52min

Exportações ajudam as contas externas do País

Os problemas políticos e socioeconômicos se avolumam no Brasil nos últimos tempos. Uma soma de fatores adversos prejudica o setor comercial e industrial. Porém não tem sido um entrave às exportações.
Há anos que se fala que o País precisa agregar valor no que vende ao exterior e não ficar apenas nas commodities. No entanto, são elas que têm sustentado a balança comercial brasileira e impedido que o déficit nas contas externas atinja valores inimagináveis.
Tanto é assim que a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 1,035 bilhão na quarta semana de abril, entre 18 e 24 do mês, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O resultado foi alcançado com exportações de US$ 3,241 bilhões e importações de US$ 2,206 bilhões.
Em abril, o saldo comercial acumula superávit de US$ 3,583 bilhões, com exportações de US$ 11,573 bilhões e importações de US$ 7,990 bilhões.
Até agora, o Brasil acumula saldo comercial positivo de US$ 11,971 bilhões em 2016, ante déficit de US$ 5,599 bilhões de janeiro a abril de 2015. Logo, é uma grata surpresa, provavelmente tendo em vista o dólar alto, o que favorece as compras dos estrangeiros aqui.
É bom que haja pelo menos uma agenda positiva em meio a tanto desgaste no País. É verdade, temos programa visando, justamente, facilitar o embarque de mercadorias e a ampliação dos mercados compradores. Precisamos conferir um novo status ao comércio exterior e participar mais desse movimento global.
O Plano Nacional de Exportações representa outro esforço federal para reverter o desânimo com os rumos da economia e emplacar uma agenda positiva.
Exportar é o que importa, e tanto é verdade que até Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, esteve na Alemanha buscando convencer seus parceiros da União Europeia a fazer um acordo comercial.
Como país homenageado na Feira de Hannover, o presidente norte-americano tem feito elogios à chanceler Angela Merkel, em busca da simpatia germânica à sua proposta. No entanto, jornais alemães, aliás e ironicamente, perguntaram se, feito o acordo, terão os alemães que comer salsichas estadunidenses?
As exportações brasileiras não correspondem ao tamanho da nossa economia. O Brasil é a sétima economia do mundo e apenas o 25º país em termos de exportação de bens.
Temos uma participação de somente 1,2% no volume total de exportações do mundo e parco 0,7%, se considerarmos os bens manufaturados, segundo dados oficiais. É pouco, muito pouco, realmente.
É sabido que o comércio exterior é um tribunal da competitividade. Quem exporta é mais competitivo, porque tem mais economia de escala, melhora os padrões tecnológicos em função da pressão competitiva que existe nos mercados globais. O comércio exterior é fonte de dinamismo.
O Plano Nacional de Exportações confere previsibilidade, abordagem sistêmica do comércio exterior e desenvolvimento regional. Em correlato, o governo quer incentivar uma maior participação das micros, pequenas e médias empresas no comércio exterior.
O plano tem compromisso com a transparência e a parceria com setor privado, uma obviedade que deve ser repetida e, mais ainda, concretizada.
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