Porto Alegre, segunda-feira, 18 de abril de 2016. Atualizado às 02h36.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
27°C
33°C
25°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,5240 3,5260 1,43%
Turismo/SP 3,4700 3,6600 1,38%
Paralelo/SP 3,4700 3,6600 1,38%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE 
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Editorial Notícia da edição impressa de 18/04/2016. Alterada em 18/04 às 02h30min

Após a decisão, que venha a retomada econômica

Pelas deserções partidárias ao longo da semana passada, a votação sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados foi apenas a confirmação de que o apoio da maioria dos parlamentares ao governo estava sumindo.
O Brasil vive um novo momento decisivo em sua vida político-institucional. Os fatos que alimentaram a insatisfação e a vontade pela destituição da presidente são mais do que lamentáveis. Eles vêm se acumulando desde o episódio conhecido como mensalão, há cerca de 10 anos, e que levou muitos dos seus personagens para o desterro político e, alguns, para a cadeia.
Muitos criticam o processo de impeachment, pois as chamadas "pedaladas fiscais" teriam sido, tão somente, uma tecnicalidade, não configurariam crime de responsabilidade. Mas foram impróprias, e esse detalhe contábil deu a razão do pedido de impeachment, embora alimentado com outros fatos.
O pior foi o petrolão, uma ardilosa cadeia de corrupção na empresa orgulho do Brasil, a Petrobras. As maiores empreiteiras do País passaram a distribuir entre si obras e fornecimentos para a estatal, sempre com preços superfaturados. Depois, os valores excessivos eram irmãmente distribuídos entre partidos que detinham o poder de indicar diretores da Petrobras.
O motivo do pedido de impeachment não foi o escândalo da Petrobras, mas contaminou, irremediavelmente, a opinião pública e, nela incluídos, os parlamentares. Causou desconforto o tamanho da vigarice que arrasou com a autoestima nacional.
Se o impedimento for confirmado pelo Senado e até mesmo antes disso, que sejam retomadas decisões para alavancar, novamente, a economia. Junto, as reformas pedidas há anos e que são postergadas, prejudicando o bom andamento das instituições.
Os brasileiros sofrem e, diuturnamente, trabalham em busca do seu sustento. Mas veem a inflação dos alimentos ser muito superior ao Índice de Preços ao Consumidor no Atacado (IPCA), ao lado do desemprego que grassa, principalmente, entre os homens com mais de 50 anos.
Por isso, rogam que, passado o turbilhão do impeachment, as mentes da classe política, do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, apoiadas pelos empresários e empregados que também sofrem com os desequilíbrios financeiros, possam apontar rumos para a retomada do crescimento.
No entanto, a provável troca de comando no País não pode acarretar o fim de programas pela inclusão na educação, contra as desigualdades sociais, pela moradia e por uma política externa sem subserviência aos Estados Unidos ou à União Europeia.
Estamos chegando ao ápice de mais uma etapa dolorosa vivida pelo Brasil, em meio aos estertores de um sistema de governança de coalizão partidária que fragmentou-se, inapelavelmente, ao longo do processo de impeachment.
Hoje, os governos têm que pactuar com dezenas de partidos. Aí chegam os acordos sobre nomeações para cargos em estatais e ministérios, verbas para obras nas bases de parlamentares e, desta forma, vai sendo pavimentada uma situação que torna o primeiro mandatário do País refém de um modelo superado e que abre caminho para desvios de conduta, quando não para a mais deslavada corrupção.
Que a partir da decisão da Câmara, o País consiga retomar a economia. O Brasil cansou do modelo que, o impeachment provou, faliu. Acabou.
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
País aguarda, ansioso, decisão sobre impeachment
A AGU impetrou no STF um mandado de segurança para anular o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)
Criminalidade é sombra que assusta todo Brasil
É claro que sempre tivemos criminalidade no Brasil, Rio Grande do Sul incluído. Entretanto, o que tem assustado são os altos índices
A mais sofisticada corrupção nos fundos de pensão
A CPI dos Fundos de Pensão divulgou relatório, indiciando cerca de 200 pessoas envolvidas em esquemas fraudulentos
Impeachment, ou a dúvida que paira sobre o Brasil
O impeachment, está claro, é um remédio democrático forte, dado como uma quase extrema-unção política sobre um presidente da República

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo