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Venezuela Notícia da edição impressa de 28/04/2016. Alterada em 27/04 às 20h58min

Racionamento de energia gera revolta

GEORGE CASTELLANOS/AFP/JC
Cortes de luz ocorrerão por 40 dias, durante quatro horas, em 19 estados

O racionamento no fornecimento de eletricidade na Venezuela originou protestos em diversas localidades na noite de terça-feira. Desde segunda-feira, quando começaram os cortes, protestos têm sido realizados nas ruas de diversas cidades. O plano inclui cortes de energia rotativa de quatro horas por dia durante 40 dias em 19 dos 24 estados. A capital, Caracas, está isenta do plano de racionamento.
Somente na cidade de Maracaibo, a segunda maior do país e uma das mais quentes, 25 pessoas foram detidas durante saques realizados em lojas em meio a protestos. Os manifestantes queixam-se de que os cortes de energia são contínuos e que duram muito mais tempo do que as quatro horas diárias estipuladas pelo governo para poupar eletricidade e reduzir a queda do nível de água das barragens, na esteira da seca que atinge o país.
Na terça-feira, os protestos se intensificaram, tendo um grupo, inclusive, entrado à força na sede do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros e levado vários computadores. O governador local, Árias Cárdenas, apelou à população para condenar os atos violentos, sublinhando que "a destruição e a violência não solucionam os problemas, somente com solidariedade e unidade é possível resolver as dificuldades".
Usuários das redes sociais afirmam que, durante os protestos, foram saqueadas diversas lojas e caminhões que transportavam bebidas e animais. Mais de 1.500 policiais foram enviados às ruas para tentar controlar a situação. Em Caracas, segundo residentes no bairro Bella Vista de La California, um grupo de homens armados tentou saquear uma sucursal da rede de supermercados estatais Pdval, o que forçou a intervenção da Polícia Nacional Bolivariana.
No estado de Arágua, 100 quilômetros a Oeste de Caracas, houve registros de protestos com a população batendo panelas nas localidades de Maracay, Cágua, El Limón e El Castaño. No estado de Carabobo, houve várias manifestações simultâneas em Valência. Já em Lara, ocorreram manifestações em zonas da cidade de Barquisimeto, com a população queimando pneus.
O novo plano de racionamento poderá se prolongar até o nível da principal barragem do país, a El Guri, subir ou até começar a época das chuvas, no fim de maio. "Com estas quatro horas diárias, os venezuelanos vão colaborar para deter a descida do nível da central hidrelétrica", explicou o ministro de Energia Elétrica, Luís Motta Dominguez, à televisão pública.
 

Maduro anuncia que serviços públicos vão parar por três dias na semana


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou ontem que os serviços públicos do país vão parar as atividades às quartas, quintas e sextas-feiras, durante pelo menos duas semanas, para poupar energia elétrica. Em março, ele decretou feriados no período entre 19 e 27 de março, coincidindo com a época da Páscoa. Todas estas medidas visam poupar energia e água. A ação começou a valer ontem.
Maduro sublinhou que a Venezuela está fortemente afetada por "calor e seca extremos", que fez baixar o nível das águas das barragens. "Temos tido dois anos de seca, os mais trágicos da história, por causa do fenômeno climático El Niño", disse.
Uma Comissão Especial Presidencial foi criada para responder à situação. As medidas tomadas até agora pelo Executivo permitiram conter a queda no nível da água da barragem de El Guri.
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