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Espanha Notícia da edição impressa de 27/04/2016. Alterada em 26/04 às 20h45min

Partidos tentam formar novo governo

GERARD JULIEN/AFP/JC
Pablo Iglesias, líder do esquerdista Podemos, defende um governo de coalizão onde seu partido ocupe ministérios

Após mais de quatro meses de indefinição e paralisia, os partidos políticos da Espanha discutiram uma proposta de última hora para resolver o impasse que impede a formação de governo. O país está às portas da convocação de novas eleições gerais para 26 de junho.
Um programa mínimo de 30 pontos, o "Pacto do Prado", foi apresentado ao rei Felipe VI pelo líder do Compromisso, partido político regional de Valência que tem apenas quatro dos 176 votos necessários no Congresso de 350 deputados. Entre as medidas, há um programa de renda mínima e a revogação da reforma trabalhista que reduziu o custo das demissões, além de ações contra a corrupção.
Dos 30 pontos, 27 foram aceitos pelo Psoe (social-democrata), cujo líder, Pedro Sánchez, fracassou na tentativa de se eleger no Congresso, em março, com base em um acordo para somar seus 90 deputados com os 40 eleitos pelo Cidadãos, de centro-direita. Em sua contraproposta, o Psoe sugere um governo formado por seus próprios quadros e por "pessoas independentes" com afinidades com os demais partidos que o apoiem. Ele se comprometeria a enfrentar um voto de confiança em 2018.
A oferta foi recebida com frieza por Pablo Iglesias, líder do esquerdista Podemos, com 65 deputados, que defende um governo de coalizão no qual seu partido ocupe ministérios. Em entrevista coletiva no Congresso após sua reunião com o rei, Iglesias disse que lamentava a resposta do Psoe ao Compromisso e que "Sánchez disse excessivos 'nãos'" durante as negociações.
O líder do Cidadãos, Albert Rivera, desdenhou da proposta de última hora, da qual seu partido estaria excluído. "Pensar que se pode governar a Espanha com três páginas, com quatro anos pela frente e seis partidos, nem sequer vamos considerar", disse Rivera.
Na Espanha, o rei é o chefe de Estado e tem o papel de realizar consultas às siglas e propor ao presidente do Congresso uma candidatura ao cargo de premiê ou a dissolução do Congresso, com a convocação de novas eleições. O PP (conservador), partido do atual primeiro-ministro, Mariano Rajoy, que exerce interinamente o cargo desde as eleições de 20 de dezembro, foi o mais votado, obtendo 123 cadeiras, mas ficou longe da maioria.
As eleições de 2015, marcadas pela fragmentação resultante do crescimento dos novos partidos, Podemos e Cidadãos, desenharam um quadro político confuso. Desde então, houve uma série interminável de reuniões e tentativas de pacto, sucedidas por entrevistas transmitidas ao vivo pelas principais TVs, nas quais cada líder tentava atribuir aos demais o fracasso dos acordos. Os espanhóis vivem assim um "dia da marmota" que pode se prolongar por mais dois meses, até a nova eleição, na qual se espera um alto índice de abstenção.
Pesquisas de intenção de voto mostram tendência à repetição, com pequenas variações, dos resultados de dezembro. Segundo pesquisa do instituto Metroscopia publicada pelo El País no dia 22, o PP chegaria em primeiro, com 29% dos votos. A principal novidade seria que o Podemos poderia alcançar o segundo lugar, com 20,8%, caso conseguisse fechar aliança com a Esquerda Unida.
 
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