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Peru Notícia da edição impressa de 11/04/2016. Alterada em 10/04 às 21h11min

Eleição no Peru terá segundo turno

ERNESTO BENAVIDES/AFP/JC
Apesar da rejeição, filha de Alberto Fujimori obteve quase 40% dos votos

Os peruanos compareceram às urnas ontem para uma votação em que se confirmou o favoritismo de Keiko Fujimori na eleição presidencial, mas também a previsão de segundo turno. De acordo com a boca de urna divulgada no início da noite pelo Instituto Ipsos, a filha de Alberto Fujimori - que governou o Peru de 1990 a 2000 e está na prisão por corrupção e crimes contra a humanidade - liderava com 37,8%, distante dos 50% necessários para evitar uma nova votação, no dia 5 de junho.
Na segunda posição, um empate técnico impossibilitava assegurar, até o fechamento desta edição, quem será o rival da candidata da Força Popular (direita) no segundo turno. O ex-ministro Pedro Pablo Kuczynski, conhecido pelas iniciais PPK, do Peruanos pela Mudança (centro-direita), tinha 20,9% da preferência, contra 20,3% de Verónika Mendoza, da Frente Ampla (esquerda). O voto útil pode jogar a favor de PPK, que fez uma "campanha de medo" contra Verónika, que, nas últimas semanas, avançou na disputa graças ao apoio conquistado nas zonas rurais e entre os mais pobres.
Quase 23 milhões de peruanos estavam registrados para votar para presidente, além de renovar as 130 cadeiras do Congresso unicameral. Em algumas sessões, foram registrados atrasos, principalmente pela ausência de mesários, o que provocou grandes filas. Mesmo assim, não houve incidentes graves nem protestos.
Dez candidatos sobreviveram a uma campanha que deixou pelo caminho outros nove, incluindo Julio Guzmán, que aparecia em segundo lugar nas pesquisas e em pleno crescimento, em aplicação a uma nova lei eleitoral rígida e, para alguns, injusta. Ao mesmo tempo, a Justiça permitiu a presença de Keiko, apesar de ter recebido a mesma acusação que provocou o veto de outro candidato, César Acuña: distribuir dinheiro para captar votos. Apesar das denúncias e da rejeição provocada pela associação a seu pai, ela liderou amplamente as pesquisas eleitorais.
Um dia antes da votação, dois militares e um civil morreram em uma emboscada do grupo Sendero Luminoso a uma patrulha militar na região central do Peru. Segundo o governo, os homens estavam se dirigindo a um dos locais de votação da região de Junín, onde fariam a segurança de um colégio eleitoral.
O ataque ocorreu em Hatun Asha, no distrito de Santo Domingo de Acobamba. O local fica em uma área de floresta conhecida como Vraem, famosa por servir de refúgio à guerrilha e abrigar diversas plantações de coca. 
O Sendero Luminoso, de inspiração maoísta, está desarticulado desde a década de 1990 e teve seus principais líderes presos. Apesar disso, milicianos remanescentes continuam ativos.
 
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