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Ensino superior Notícia da edição impressa de 18/04/2016. Alterada em 17/04 às 23h29min

Conselho da Ufrgs mantém peso eleitoral maior para docentes

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Grupo protestou em frente à reitoria, durante reunião do Consun

Isabella Sander

O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) decidiu, em reunião na sexta-feira, manter o percentual já existente nas eleições para reitor da instituição. A manutenção do modelo foi aprovada por 45 votos favoráveis a 14 contrários. Funcionários técnicos-administrativos e estudantes criticam o modelo usado atualmente, de 70% do peso eleitoral ser composto por docentes, 15% por técnicos e 15% por estudantes, e reivindicavam que cada segmento representasse 33,3% dos votos. Um grupo protestou em frente à reitoria, durante a reunião do conselho. As eleições para o quadriênio 2016-2020 serão em junho.
Segundo o atual reitor, Carlos Alexandre Netto, só seria possível modificar a proporção usada atualmente através de mudança legislativa. As universidades federais elegem seus dirigentes, hoje, em conselhos universitários. Esses conselhos podem consultar a comunidade universitária antes da eleição. "A Ufrgs sempre consultou sua comunidade acerca da indicação de nomes para reitor. Formam-se chapas e é feita uma consulta à comunidade de duas maneiras distintas - ou se faz uma consulta informal, através de associações representativas de professores, técnicos e estudantes, ou se faz uma consulta formal, pelo conselho da universidade. Se for formal, tem que usar o percentual estabelecido em lei", explica.
A lei regente desse modelo é a 5.540/1968. Contudo, em 68% das universidades federais do Brasil, já é utilizada a eleição paritária, de 33,3% de peso de voto para cada segmento. "Essas instituições utilizam a consulta informal. Nós, entretanto, consideramos esse um caminho perigoso e o nosso conselho, em sua autonomia e por maioria de votos, decidiu fazer a consulta de maneira formal", defende o reitor.
Conforme Netto, já correram diversos projetos de lei (PLs) na Câmara de Deputados, a fim de mudar o percentual. "A maioria deles não prosperou. Essa é uma discussão de longa data que, até o momento, não encontrou apoio na maioria do Congresso", relata.
Além da decisão de manter a proporção de 70%, 15% e 15%, ficou definida a manutenção da contagem a partir do número de votantes habilitados em relação ao número de votos. Isso significa que os alunos, professores e técnicos que não votam são considerados abstenções. Também foi mantida a não participação nas eleições de estudantes de especialização e alunos de ensino a distância.
A Ufrgs conta com 2.746 professores, 2.727 técnicos administrativos, 31.662 alunos de graduação, 11.316 de especialização, 5.629 de mestrado e 5.829 de doutorado. O Consun é formado por 76 pessoas, sendo 53 professores, nove alunos, nove técnicos e cinco representantes externos à instituição.

Instituição repudia atos de intolerância


Na semana passada, em diversas unidades da Ufrgs foram encontrados cartazes com mensagens machistas e racistas. O local mais atacado foi o Campus do Vale. No final de março, um estudante indígena de Medicina Veterinária foi agredido por quatro jovens, incluindo estudantes da instituição, em frente à Casa de Estudante, na avenida João Pessoa. "Repudiamos veementemente qualquer tipo de manifestação de intolerância envolvendo nossos estudantes, dentro ou fora da universidade, mas especialmente quando acontecem dentro do nosso próprio território", ressalta o reitor.
No caso da agressão, os autores do crime já foram identificados e a investigação corre junto à Polícia Federal. Quanto aos cartazes, a Ufrgs ainda realiza trabalho com seguranças e funcionários das unidades acadêmicas atacadas, a fim de tentar identificar os responsáveis. "Em nossa visão, isso demonstra que o clima de beligerância e intolerância que existe hoje na sociedade, por conta da distorção do processo político, chegou dentro da universidade", aponta Netto.
Quando identificados os autores das ofensas, serão tomadas as medidas cabíveis. "Já estamos trabalhando também com a comunidade, para promovermos essas discussões. Teremos uma audiência pública, ainda sem data, para falar sobre as minorias, que temos e queremos ter cada vez mais na nossa instituição", garante o reitor.
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