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Polícia Federal 06/04/2016 - 14h16min. Alterada em 06/04 às 14h16min

Polícia Federal deflagra operação no Rio Grande do Sul para combater falsificação de dinheiro

A delegacia da Polícia Federal, em Bagé, deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Falso para combater notas de real falsas. A Justiça Federal, no município, deferiu, com base nas investigações da PF e em pareceres favoráveis do Ministério Público Federal, o cumprimento de 5 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo que comandaria o esquema nos bairros Habitar Brasil, Passo das Pedras e Floresta.
Segundo a PF, desde 2013, os investigadores apuram a ação de um grupo que teria repassado cédulas de R$ 50 e R$ 100 em estabelecimentos comerciais de Bagé e Pinheiro Machado . A ação do grupo alcançou ainda os municípios de Santana do Livramento, Camaquã, Pelotas, Rio Grande e possivelmente outros.
"Os criminosos fazem se passar por consumidores e geralmente compram produtos de pequeno valor, pagando com notas altas para que recebam troco em dinheiro válido. Alguns deles já foram reconhecidos por comerciantes como autores dos crimes aqui investigados", informa nota da PF.
O crime de repasse de moeda falsa está previsto no artigo 289, §1º do Código Penal, com penas que variam entre 03 e 12 anos de reclusão. Já o crime de formação de quadrilha, artigo 288 do Código Penal, tem apenamento entre 01 e 03 anos de reclusão.
De acordo com a Polícia Federal, um dos investigados foi preso em flagrante em setembro de 2015 com notas falsas de R$ 100. Uma das mulheres indiciadas é suspeita de participar de golpes perpetrados contra pessoas idosas, em toda a região, situação em que, se passando por funcionária de instituições bancárias, conseguia trocar cédulas válidas pelas falsas que carregava ao enganar suas vítimas.
"Acima do grupo responsável pelos repasses e pelos golpes, foram identificados dois irmãos, os quais são encarados pela Polícia Federal como líderes da quadrilha. Residentes no bairro Habitar Brasil, os irmãos são gêmeos e, pelo que consta, utilizam as redes sociais para os crimes aqui investigados", aponta nota da PF.
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