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Agronegócios Notícia da edição impressa de 29/04/2016. Alterada em 28/04 às 21h56min

Chuvas atrasam colheita gaúcha de grãos de verão

JOÃO MATTOS/arquivo JC
Arrozeiros tiveram que paralisar trabalhos no campo devido ao clima

As recentes chuvas atrasaram a colheita da soja, que poderia estar quase finalizada no Rio Grande do Sul. De acordo com o informativo conjuntural elaborado da Emater, a umidade tem comprometido a qualidade do grão na região Sul do Estado, cuja retirada das lavouras está impossibilitada. Em algumas localidades, os prejuízos estão sendo monitorados e avaliados.
No milho, apesar da colheita mais lenta em relação a períodos anteriores, o percentual já chega a 90% do total da área plantada. As produtividades alcançam os mesmos níveis das primeiras colheitas e apresentam boa qualidade de grãos. Nesta safra, a área plantada diminuiu, provocando aumento da demanda e uma oferta menor em relação ao ano passado.
A colheita do arroz está paralisada em função das fortes chuvas nos últimos dias. Mesmo assim, a colheita chega a 70% do total. É possível que, com esse atraso, as lavouras que ainda não foram colhidas tenham seus rendimentos afetados, reduzindo a produtividade e comprometendo a qualidade do grão. A tendência é que, ao fim da colheita, a produtividade média estadual, que hoje é estimada em 7.454 quilos por hectare, tenha que ser revista para baixo.
A alta umidade no solo, associada ao frio que está iniciando, não é favorável à cultura do feijão 1ª safra, pois predispõe a planta à incidência de doenças fúngicas, principalmente a antracnose das vagens e folhas. Para evitar perdas, devem ser realizados tratamentos preventivos. A colheita do feijão avança nas regiões Celeiro, Noroeste Colonial e Alto Jacuí, com bons rendimentos. A qualidade dos grãos colhidos também é muito boa.
Em relação à pecuária, com a chegada do outono, há algumas restrições quanto à plena oferta de pasto aos animais, pois tanto o campo nativo como as pastagens perenes começam a apresentar menor taxa de crescimento. No momento, as pastagens anuais de verão estão praticamente esgotadas, e as pastagens de inverno (aveia, azevém, trevo e cornichão) somente agora estão sendo semeadas. Importante destacar a ocorrência do vazio forrageiro do outono, que será mais perceptível neste fim de abril e durante o mês de maio.
No rebanho bovino, está no fim o período de reprodução e a fase é de gestação das vacas, com expectativa de bons índices, devido às boas condições climáticas que favoreceram o bom desempenho das pastagens, principalmente do campo nativo. Segue as práticas de desmame e final de castração, visando à comercialização nas feiras especializadas de terneiros de corte.
Na atividade leiteira, pastagens perenes garantem volumoso para o rebanho, porém com certo comprometimento da qualidade, variando de acordo com o manejo adotado pelo agricultor. Pastagens anuais, como sorgos e algumas variedades de capim sudão, já estão em final de ciclo, e a produção e a qualidade estão comprometidas. Muitas áreas ocupadas por essas espécies estão sendo semeadas com pastagens de inverno. O estado corporal e sanitário do rebanho é satisfatório. A previsão de vazio forrageiro de outono será menor do que no ano passado, devido à melhor umidade e à condição das pastagens em geral.
Em algumas propriedades está sendo concluído o período de reprodução de outono dos ovinos, principalmente entre as raças de corte. Nas propriedades em que o encarneiramento é realizado no cedo, os trabalhos entre as raças de lã encerraram. Os cordeiros estão com escore corporal reduzido devido às condições climáticas, que favorecem a verminose. Alguns rebanhos apresentam problemas de podridão dos cascos.
O período é próprio para o banho de imersão, obrigatório para o rebanho ovino, para controle do piolho e da sarna ovina. O produtor deve realizar o banho de seus animais e posteriormente apresentar a nota fiscal dos produtos à Inspetoria Veterinária e Zootécnica local. O momento é de término da esquila dos cordeiros nascidos no último inverno.
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