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Crise Política Notícia da edição impressa de 25/04/2016. Alterada em 25/04 às 01h12min

Meirelles impõe condições para aceitar Fazenda

ANDRÉ DUSEK/AE/JC
Ex-presidente do BC nos governos Lula diz estar disposto a aconselhar o vice

O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles foi sondado por Michel Temer (PMDB), no sábado, sobre a possibilidade de comandar o Ministério da Fazenda caso o vice-presidente venha a assumir a presidência da República.
Meirelles respondeu que aceitaria assumir a pasta, desde que pudesse dar a palavra final sobre todos os nomes da área econômica de eventual novo governo. Fazem parte dessa lista o Ministério do Planejamento e as presidências do Banco Central (BC), do Bndes, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
Meirelles e Temer se encontraram no sábado em Brasília. O peemedebista disse que não pode fazer convites formais antes da votação final sobre a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) no Senado, o que está previsto para maio. Eles ficaram de voltar a conversar depois da decisão.
Na conversa, o vice e Meirelles concordaram que deve haver um alinhamento da equipe econômica. A intenção de Meirelles seria blindar a área para que ninguém atuasse em desacordo com a linha que ele viesse a adotar nem "conspirasse" contra ele se a situação viesse a se complicar.
Temer precisa de um nome de peso na Fazenda para acalmar parte do empresariado, que começa a desconfiar da capacidade do peemedebista de montar uma equipe capaz de tirar o País da crise. Esse temor aumentou depois de o ex-presidente do BC Armínio Fraga, um dos nomes preferidos do mercado, deixar claro, na semana passada, que não pretende faz parte de um eventual governo Temer.
Após o encontro deste sábado, Meirelles afirmou, em entrevista, estar disposto a aconselhar o vice, caso ele assuma a presidência, mas afirmou não ter sido convidado para assumir a Fazenda. Questionado se aceitaria o cargo, disse que não trabalha com "hipóteses". "Eu não respondo, não trabalho e não penso sobre hipóteses. Eu trabalho com realidade, coisas concretas. E, no momento, o que existem são hipóteses. Estou disposto a aconselhar, dar minha contribuição", disse.
O ex-presidente do BC, na entrevista, também elogiou a percepção de Temer sobre a economia e disse que o Brasil tem tudo para voltar a crescer, mas que depende de uma retomada da confiança. "Me parece que ele está com uma visão bastante correta e adequada, e que eu acho muito positiva, sobre a economia."
Para Meirelles, a economia só poderá ser recuperada a partir de uma resolução da crise política. "O que é mais importante é tomar medidas que sinalizem claramente que a trajetória de crescimento da dívida pública vai ser revertida no devido prazo." Segundo o ex-presidente do BC, Temer não se manifestou sobre o diagnóstico apresentado por ele. "Certamente, ele está aguardando o pronunciamento do Senado e, a partir daí, sim, de uma forma ou de outra, ele vai se manifestar", disse.
Meirelles, que presidiu o Banco Central entre 2003 e 2010, é, desde 2012, presidente do Conselho da J&F, holding do grupo que produz as marcas Friboi, Seara, Vigor e Havaianas. Além dele, estiveram no encontro o ex-ministro das Cidades Gilberto Kassab, que deixou o cargo na semana passada, e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Kassab foi chamado à reunião porque é presidente do PSD e Meirelles é filiado ao partido. Jucá é o principal articulador de Temer na formação de sua equipe de governo.
Segundo Jucá, Temer realiza encontros com economistas para "construir um posicionamento" para o caso de ele precisar "assumir rapidamente o País".
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