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Mercado de Capitais Notícia da edição impressa de 22/04/2016. Alterada em 21/04 às 22h36min

Analistas vêem mercado em alta com o processo de impeachment

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
Discussão do impedimento da presidente Dilma Rousseff no Senado continuará influenciando investidores

Guilherme Daroit

Desde o início das especulações sobre a possibilidade de que a Câmara Federal desse início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a reação do mercado financeiro costumava seguir um padrão: após algum movimento que favorecia o impedimento, a bolsa de valores subia, e o dólar caía. Caso contrário, os movimentos inversos ocorriam. Segundo analistas, o envio do processo ao Senado continuará afetando positivamente os mercados. A volatilidade, porém, persistirá, em meio a incertezas quanto aos movimentos de um possível novo governo e fatores externos.
"O investidor tem de ser muito cauteloso, sem tomar decisões agressivas neste momento", argumenta o diretor técnico da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais/Extremo Sul (Apimec-Sul), Marco Antônio dos Santos Martins, que cita várias dúvidas: o vice-presidente Michel Temer efetivamente assumirá a presidência? Como se comportará a oposição? Quem integrará um possível ministério? E, principalmente, Temer cumprirá o que promete, como o ajuste fiscal? "Se ele não entregar o prometido, a euforia se transformará em decepção e frustração, e o mercado reagirá negativamente", argumenta Martins, que acrescenta, porém, que a falta de governabilidade de Dilma chegou a um ponto que "qualquer novo governo terá mais credibilidade junto ao mercado".
A situação, no curto prazo, se complica pelo que o professor do Instituto Brasileiro do Mercado de Capitais (Ibmec), Ricardo Macedo, define como um "mês de limbo", até que o processo seja acolhido pelo Senado. Macedo ainda lembra que a perda do grau de investimento do Brasil, somado a uma esperada alta na taxa de juros nos EUA, continuará afastando o investidor estrangeiro. "Vão manter o mínimo aqui, só interessa a eles volumes pequenos", projeta.
Além disso, o preço internacional das commodities, fator importante a boa parte das principais empresas do País, também devem afetar as cotações. Foi isso, por exemplo, que teria justificado a queda do Ibovespa, de 0,63%, justamente no dia após a votação favorável ao impeachment, momento em que, naturalmente, se esperaria uma nova alta. A queda foi puxada pela incerteza quanto aos preços do petróleo, além de uma possível "correção dos preços" após a vitória da oposição, uma vez que o mercado já estava comprado na hipótese do impedimento.
"Haverá dias com volatilidade, o mercado pode se assustar aqui ou acolá com alguma nomeação também, mas a tendência é de a bolsa subir e o dólar cair no médio prazo", projeta o economista-chefe da Nova Futura Corretora, Pedro Paulo Silveira. O economista também defende que o efeito da queda no risco percebido pelos investidores com a possível mudança no governo deverá ser mais forte do que as variáveis externas.
A sócia da gestora Zenith, Débora Morsch, concorda com a perspectiva positiva. Temos parâmetros da véspera das eleições em 2014, quando o mercado chegou a 62 mil pontos. O mercado pode experimentar de novo aquele patamar", defende Débora. O Ibovespa tem oscilado atualmente em torno dos 54 mil pontos.
Silveira ainda prevê o dólar entre R$ 2,90 e R$ 3,00 assim que o Banco Central (BC) esgote o seu estoque de swap para conter a queda, o que poderia acontecer nas próximas semanas, segundo o economista. A atuação do BC, porém, é vista como uma incógnita em termos de câmbio.
"Hoje, é quase impossível prever a variação do dólar", argumenta Aldrey Zago Menezes, sócia da AZM Assessoria em Câmbio. "Além disso, tem a questão externa, que contribui para a oscilação. Vai ficar nessa gangorra de sobe e desce", continua Aldrey. A analista projeta que o dólar chegue a R$ 3,30, mas recomenda para quem viajar ao exterior a fazer as conversões aos poucos, para estabelecer um preço médio.
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