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Protestos Notícia da edição impressa de 18/04/2016. Alterada em 18/04 às 01h44min

Manifestações estendem-se na noite em Porto Alegre

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Partidários do impeachment comemoraram o voto 342, que selou a continuidade do processo no Senado

Jefferson Klein

A luz do sol já se extinguia ao final da tarde do domingo e duas multidões, uma na Praça da Matriz e outra no Parcão, em Porto Alegre, acompanhavam voto a voto a decisão na Câmara dos Deputados sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Era como uma decisão de um campeonato de futebol, com as pessoas vestidas, predominantemente, com a cor vermelha e contra o impeachment concentradas no Centro Histórico da Capital e outras trajando verde e amarelo e a favor da iniciativa aglomeradas no bairro Moinhos de Vento.
Semelhante a um embate esportivo, a cada Sim ou Não proclamado por um deputado, as torcidas (que assistiam à votação por telões), de acordo com seus interesses, vibravam com gritos de aprovação ou soltavam resmungos de insatisfação. Para completar o cenário, havia vários ambulantes vendendo bebidas e alimentos nos dois locais. Apesar de logo no início da votação ser evidente a tendência, pela proporção dos votos, de que o processo de impeachment sairia vitorioso, os críticos a essa ideia estavam confiantes que ainda poderia ser revertida a expectativa.
Na Praça da Matriz, destacavam-se faixas "Esse impeachment é golpe" e camisetas "Não ao golpe - Fora Temer". Também salientavam-se as bandeiras do PT. Em um palanque estava erguida uma faixa com os dizeres "Em defesa da democracia, não ao golpe - Frente Brasil Popular". A Brigada Militar não divulgou estimativas quanto de público. No entanto, o presidente do PT do Rio Grande do Sul, Ary Vanazzi, informou que havia na Praça da Matriz cerca de 20 mil pessoas.
Presente à manifestação, a professora Rita Mombelli, 51 anos, acrescenta que muitos deputados que estão julgando o governo estão implicados em operações como a Lava Jato e a Zelotes. Rita defende que, em uma eventual saída de Dilma da presidência, ocorram eleições diretas. "Aí o PT ganha no voto e não no golpe", projeta.
Já nas imediações do Parcão, que registrava a presença de vários policiais, havia muita confiança que o impeachment avançaria e ouvia-se cânticos como "Olê, olê, estamos na rua para derrubar o PT". O Movimento Brasil Livre (MBL) estimou um público de 25 mil pessoas no local. Eram vários os bonecos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com roupas de presidiário, camisas da seleção brasileira de futebol e faixas como "Impeachment já - Fora Dilma" e "Dale Moro". O médico Raul Fraga, de 59 anos, acredita que o impeachment é o primeiro passo para que o País melhore e se fortaleça a ética.
Pouco depois das 23h, quando o voto decisivo pró-impeachment aproximava-se, o público no Parcão cantava "está chegando a hora, o dia já vem raiando meu bem e a Dilma já vai embora". Logo que foi confirmada a continuidade do processo, começou um foguetório e os manifestantes festejaram.
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