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Sistema Financeiro Notícia da edição impressa de 04/04/2016. Alterada em 04/04 às 08h06min

Bancos pequenos apostam em serviços digitais para crescer

ANTONIO CRUZ/ABR/JC
Meirelles está à frente do relançamento do Original, 100% digital

De olho nos consumidores que procuram agilidade e menos burocracia para abrir contas, fazer aplicações e obter crédito, bancos de menor porte estão investindo milhões para se tornarem cada vez mais digitais. Sem agências físicas, apostam na internet como ferramenta para crescer e fisgar a clientela dos grandes bancos, onde mais de 70% das transações já são realizadas pela web.
"A utilização dos serviços digitais não é mais uma tendência, mas uma realidade. Não tem volta, e os grandes bancos é que vão ter que se mexer novamente para não perder clientes para esses chamados bancos digitais", diz João Augusto Salles, especialista no setor bancário da Lopes Filho Consultores.
Na semana passada, o grupo J&F, que controla, entre outras empresas, a JBS, maior processadora de carne do mundo, anunciou o relançamento de seu banco Original. Criado inicialmente para oferecer crédito a fornecedores da empresa, o Original ressurge agora como um banco 100% digital, sem agências.
À frente da empreitada está o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, presidente do Conselho da J&F, holding do grupo. Ele explica que foram investidos R$ 600 milhões no novo projeto e acredita que a web é o caminho para ganhar clientes, mesmo na crise que o País atravessa. O Original tem 5,5 mil clientes, e Meirelles espera que, em uma década, este número chegue a 2 milhões. Para ele, os bancos digitais devem crescer nos próximos anos, assim como cresceram as companhias de e-commerce, que surgiram como pequenas e se popularizaram. "Somos o primeiro banco do mundo onde se pode abrir conta pelo celular. Há uma nova oportunidade de crescimento no segmento financeiro pela via digital, depois da consolidação dos grandes bancos", diz Meirelles.
O executivo aposta na agilidade para fazer todas as operações que o banco vai oferecer. Tanto que o garoto-propaganda da instituição é o velocista Usain Bolt. O Original vai oferecer abertura de conta-corrente, produtos de investimento de renda fixa, renda variável e até mesmo crédito. A diferença é que o cliente pode fazer tudo pelo celular, tablet ou notebook, sem precisar ir a agências e enfrentar filas. As taxas cobradas, diz, serão bastante competitivas.
A XP Investimentos se prepara para lançar um banco focado em crédito até o fim deste semestre. Será o primeiro passo para a consolidação de um banco digital. A XP já oferece investimentos, como renda fixa e variável, através de sua plataforma digital. "Vamos acoplar uma plataforma de banco à nossa plataforma de investimentos, onde o cliente já faz suas operações pelos canais digitais", diz Guilherme Benchimol, sócio da XP.
O investimento inicial no projeto é de R$ 100 milhões. Segundo Benchimol, clientes com aplicações poderão usar os recursos como uma espécie de garantia para obter crédito, o que vai permitir cobrar taxas menores. Acredita que, em seis meses, será possível oferecer de
R$ 300 milhões a R$ 500 milhões em crédito.
Há 20 anos no mercado, o banco de investimento Modal criou, em outubro passado, um canal de investimento digital para o varejo. Trata-se do home broker Modalmais. Esperava atrair 2 mil pessoas em 12 meses, mas, em apenas três meses, a meta foi batida. A plataforma oferece investimento em títulos do Tesouro Direto, fundos e produtos do banco, como remessa de câmbio.
É possível investir pela plataforma a partir de um mínimo de R$ 1 mil em CDB, por exemplo. Há novidades tecnológicas como a possibilidade de conversar com o gerente via WhatsApp. "Não vimos esse recurso do WhatsApp em nenhum outro banco do mundo. Não temos a intenção de ser um banco de varejo, mas essa ferramenta digital nos fará crescer nesse segmento", diz Rodrigo Puga, sócio responsável pela Modalmais.
Para o especialista do setor bancário João Augusto Salles, a tendência é que os investimentos no setor sejam cada vez mais em operações na web. "O crescimento dos bancos se dará pela via digital."

Poupança e previdência não são as únicas alternativas para o futuro dos filhos


A dobradinha poupança e previdência é a mais oferecida pelos bancos aos pais que desejam guardar dinheiro para os pequenos, mas essa não é a única opção. Com o CPF do filho em mãos, é possível ir muito além nos investimentos.
O documento permite abrir, no nome da criança, conta-corrente ou em corretora na maior parte das instituições financeiras. Cria-se assim um leque de opções equivalente às oferecidas a adultos: CDBs, fundos e títulos do tesouro, por exemplo.
Bradesco, Santander e Banco do Brasil cadastram crianças como clientes. O Itaú abre apenas poupança. Ao final de 2015, o Bradesco tinha 520 mil Click Contas, modalidade criada para a faixa de zero a 18 anos, 125 mil a mais que em 2014, segundo Antonio Gualberto Diniz, diretor de comercialização de produtos e serviços do banco.
No Banco do Brasil, o número de contas em nome de crianças cresce à taxa de 10% ao ano, conforme Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do BB. O banco costuma oferecer as eletrônicas (sem taxa) para pais já correntistas. Mas, para conseguir abrir a conta, é preciso apostar no diálogo com o gerente.
"Investir em nome do filho envolve um componente emocional. Quando está separado das demais aplicações, os pais tendem a não mexer", avalia Daniel Chiavenato Mazza, planejador financeiro certificado pelo Ibcpf. Um dos investimentos recomendados por Mazza é a compra de títulos públicos atrelados à inflação, o que é possível com conta em corretora.
O papel recomendado é o Tesouro IPCA , que remunera pela inflação mais uma taxa de juros e pode ter prazo de vencimento próximo ao objetivo. Se a reserva é para a faculdade, pense em comprar papéis com vencimento em 18 anos, por exemplo.
Para Rodrigo Puga, sócio da corretora Modalmais, a diversificação é a melhor estratégia. Ele sugere papéis de renda fixa e também aplicações em ETF (fundos atrelados a índices acionários e negociados em bolsa). "Quando se fala em longo prazo, o importante é diversificar em renda fixa e variável e também em prazos, para revisar a estratégia", diz.
Já Liao Yu Chieh, professor de finanças dos cursos Certificates do Insper, avalia que pais devem escolher produtos com os quais estão mais familiarizados. "Se a pessoa nunca aplicou em um produto que não seja poupança, é difícil que ela vá para um plano de previdência", diz Chieh.
A caderneta segue muito recomendada pelos gerentes de bancos, mesmo com a rentabilidade abaixo da inflação. Eles defendem que a aplicação programada e o resgate antecipado são dois benefícios importantes.
No entanto, fundos podem ter aplicações programadas e remuneram mais. Um exemplo são os Fundos DI (com remuneração atrelada aos juros pagos entre os bancos).
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