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Repórter Brasília Edgar Lisboa


Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 18/04/2016

Carnaval no impeachment

Decoro. Uma palavra que está no regimento interno da Câmara dos Deputados, mas que está longe de integrar a atitude dos parlamentares. Respeito, nem pensar. A abertura da sessão definitiva neste domingo também foi tumultuada com deputados transformando o plenário num salve-se quem puder. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu aos senhores deputados que deveriam respeitar o País que "está vendo tudo isso". Durante os discursos contra e a favor do impeachment teve de tudo. Bate-boca, cartazes, gritaria e até lança-confetes. Sim. O deputado federal Wladimir Costa (SD-PA), enrolado em uma bandeira vermelha, lançou da tribuna uma chuva de confetes, aumentando ainda mais o clima de Carnaval. Os deputados Givaldo Serra (PT-ES) e João Rodrigues (PSD-SC) foram dois de muitos que discutiram feio, utilizando a tribuna para propagar os gritos de "cala a boca". É, como o diria o falecido estilista e deputado Clodovil Hernandes: o plenário parece uma feira. Só que, no caso da feira, o clima é pacífico. Estava mais com cara de Carnaval: muita festa e muito empurra-empurra.
Abstenção
O deputado Pompeo de Mattos (PDT) ocupou bom espaço na mídia poucas horas antes da votação. Ele foi à tribuna na madrugada de domingo e pediu desculpas aos gaúchos e à sua família, pois estava mudando seu voto. Disse que por decisão de seu partido votaria contra o impeachment. Porém, na hora de formalizar o voto, optou pela abstenção.
Alerta aos navegantes
O senador Paulo Paim (PT) chamou a atenção para o que ele chama de "alerta aos navegantes" caso o impeachment fosse aprovado na Câmara dos Deputados. Disse que no Senado são duas votações: a primeira é pela admissibilidade do processo, precisando de votação simples, metade mais um, dos votos dos presentes. A segunda votação é a decisiva, precisando de 2/3 dos votos, ou seja, 54 votos e será sob a direção do presidente do STF. "Estou há 13 anos no Senado e, nesse tempo todo, ninguém conseguiu 2/3 dos votos, a não ser por acordo. No Senado, o impeachment não passará. Quem fizer acordo oportunista dançará", arrematou Paulo Paim.
Antessala de prostíbulo
Falando em nome da liderança do partido, o deputado Alceu Moreira (PMDB) pegou pesado em pronunciamento na defesa do impeachment. Ele chamou o Palácio do Planalto de "antessala de animação de prostíbulo". "O atual governo - assinalou - parece a antessala de animação de um prostíbulo, tem bandeira de bandidos adestrados, desde que aplaudam o governo. O Palácio do Planalto virou lugar de comícios", disparou.
Ódio e intolerância
Rebatendo as críticas de Alceu Moreira, Henrique Fontana (PT) disse que as falas do peemedebista tratam de ódio e intolerância. "É um grau de intolerância, de ódio, de ataque generalizado a um grupo político, de preconceito que a fala do deputado (Alceu Moreira) procura levar ao Brasil." Dois homens de confiança de Michel Temer (PMDB) trabalharam diretamente na busca de votos: Eliseu Padilha e Moreira Franco com números e mapeamento sempre atualizado.
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