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Palavra do Leitor Roberto Brenol Andrade


Palavra do Leitor

Notícia da edição impressa de 20/04/2016

Golpe?

Concordo, totalmente, com o conteúdo da manifestação do colega Vitor Bley de Morais a respeito do "Bolsa Família" (Jornal do Comércio de 04/04/2016, página 4). Entendo, assim, que posso manifestar, com isenção, meu posicionamento a respeito do que, hoje, está acontecendo no País. Na falta de uma palavra menos chula, afirmo que me enoja bastante a hipocrisia dos "donos do poder" de hoje. Exemplifico: nos idos de 1990, estando a serviço, em Belo Horizonte (MG), vi, atônito não me contaram não , um caminhão do tipo "trio elétrico", lotado com a turma do barulho gritando: "Fora Collor! Renuncia, Itamar! Lula, presidente!" E, nos dias de hoje, o impeachment é golpe mesmo? (Eloy Dias dos Angelos, jornalista)
Votação
Em meio à votação do impeachment na Câmara, destacaram-se dois episódios: a saudação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aos "militares de 64" e ao coronel Ustra, e a subsequente cusparada do deputado Jean Wyllys (P-Sol-RJ) que, ao tentar acertar Bolsonaro, acabou atingindo outros dois parlamentares. É desnecessário elencar aqui malefícios dos regimes ditatoriais ou a natureza essencialmente má, perversa e doentia da tortura. Ao fazer sua apologia, Bolsonaro revela o quão desalinhado está com a ideia de um mundo de tolerância. É fácil, portanto, entender a revolta do deputado Wyllys, potencializada ainda pela derrota fragorosa da posição que defendia no plenário da Câmara. É inaceitável, contudo, sua reação. Ao tentar atingir Bolsonaro com uma cusparada, Jean Wyllys mostra que a intolerância não habita apenas defensores da defunta ditadura militar, mas também outros setores da sociedade com representação no Parlamento.  (Guilherme Rizzo Amaral, doutor em Direito)
Votação II
O problema da votação na Câmara Federal foi a transmissão em cadeia nacional e os 30 segundos de exposição midiática que cada deputado teve direito, não proporcionando os discursos pomposos e elaborados previamente. O que testemunhamos nesse último domingo foi o retrato fiel de nosso sistema político. E, assim, o que bateu forte foi a vergonha. A vergonha iniciou, por ironia, nas palavras daquele que a representava em essência: Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara. Se a presidente Dilma Rousseff (PT) é suspeita de cometer algum ato ilícito, esse senhor está com PhD em movimentações criminosas e sem escrúpulos, mas, pasmem, era ele quem conduzia o trabalho que limparia a corrupção do Brasil. Em pouco mais de seis horas, o Brasil foi escancarado à sua realidade, escancarado a políticos abanando para seus familiares, forçando um choro injustificável por ser o suposto voto decisivo, retornando ao palanque ao melhor estilo Show da Xuxa para registrar que havia esquecido de citar seu filho. Foi um verdadeiro show de horrores, não para ser comemorado com fogos, e sim para ser lamentado, independentemente do lado da moeda, por deixar à mostra de todos a essência política de um País. Política construída por todos nós. (Jeferson Luis de Carvalho, escritor e mestre em Letras)
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