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MÚSICA Notícia da edição impressa de 26/04/2016. Alterada em 25/04 às 16h38min

Cantora folk Dom La Nena faz show no Theatro São Pedro

JEREMIAH/DIVULGAÇÃO/JC
Cantora Dom La Nena vem à Capital com a turnê do novo disco, Soyo

Luiza Fritzen

Nascida em Porto Alegre e radicada em Paris, a cantora Dom La Nena se apresenta amanhã na Capital, às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº). A artista volta à sua cidade natal para divulgar seu novo trabalho de estúdio, Soyo, lançado no ano passado. Os ingressos custam de R$ 30,00 a R$ 100,00.
O repertório de Soyo traz 11 canções folk escritas por Dom, em diversos idiomas, misturando faixas em português, espanhol, inglês e francês. O disco foi produzido em parceria com Marcelo Camelo, e a turnê levará ao palco o ritmo latino e canções que vão do pop ao erudito. Para Dom, trabalhar com Camelo a ajudou a dar a cara que buscava para o álbum, mais aberto, rítmico e solar do que o primeiro. "Eu ia em direção a algo mais intimista, enquanto o Marcelo tinha uma visão mais clara dessa parte solar e rítmica que as músicas precisavam, e era como se ele tirasse os arranjos que ia fazendo da minha cabeça, do meu inconsciente", completa a cantora gaúcha.
Dom La Nena lançou seu primeiro álbum, Ela, em 2013, com composições pessoais inspiradas na saudade brasileira. Compositora e violoncelista, Dom nasceu em Porto Alegre, cresceu em Buenos Aires e hoje mora em Paris. Sua família ainda mora na Capital, o que torna frequente suas visitas à cidade. Vivendo em solo gaúcho até os 8 anos, Dom conta que suas maiores lembranças se referem à infância: "Duas escolas marcaram muito a minha vida, a Escola Projeto, na qual fiz o primário, e a escola Tio Zequinha, onde tive minhas primeiras aulas de música".
Por ser violoncelista, Dom cresceu na música clássica, o que, até hoje, está muito presente em sua música e modo de trabalhar. Contudo, a artista gaúcha apresenta uma vasta influência musical, com nomes que partem da MPB, como Chico Buarque, Tom Jobim e Dorival Caymmi; personalidades da música pop/folk, dentre eles Leonard Cohen, Beirut, Tom Waits, Cat Power; músicos franceses, como Barbara, Brel; e latino-americanos, com Violeta Parra, Athaualpa Yupanqui, Eduardo Mateo e Silvio Rodriguez.
Comparado aos trabalhos anteriores, Dom percebe que Soyo é como um irmão mais velho dos outros projetos: "É um disco mais ensolarado, mais festivo, um pouco menos introspectivo. Vejo-o na continuidade dos outros, como uma plantinha que cresceu". Diferente de Ela, que não havia baixo e bateria, contando apenas como algumas percussões, Soyo apresenta uma cor mais elétrica, assumida. "Desta vez, queria algo que deixasse mais evidente a pulsação da canção, que fosse mais dançável", afirma a cantora.
Para Dom La Nena, seu primeiro disco foi quase experimental. "Era a primeira vez que eu estava compondo, escrevendo e até cantando. Era muita novidade de uma vez, e eu ainda estava descobrindo aquelas facetas minhas!" Em um primeiro momento, ela conta que só queria gravar o disco para registrar as canções, e não pensava em seguir carreira: "Via aquilo como algo um pouco paralelo ao meu trabalho de violoncelista". O cenário mudou quando a produtora Six Degrees Records, do qual Dom gostava, ouviu e se apaixonou pelo disco, o lançando no mundo inteiro. "O panorama mudou muito rapidamente, o disco foi bem acolhido pela imprensa internacional, a turnê durou dois anos com mais de 120 shows, tomou uma proporção que eu não tinha previsto", confessa a cantora. O amadurecimento de Dom para lidar com o público, a voz, o palco, a composição e a vida na estrada, show após show, se reflete nas faixas de Soyo.
Com apenas 25 anos, a artista recebeu muitos elogios da crítica estrangeira, e seu novo álbum foi considerado pela rádio norte-americana NPR um dos mais belos registros musicais de 2015. Dom já colaborou com diversos artistas, como a cantora inglesa Jane Birkin, a atriz Jeanne Moreau, a cantora francesa Camille, o paulistano Thiago Pethit e, mais recentemente, com a mexicana Julieta Venegas e com o uruguaio Jorge Drexler. Após se apresentar em Porto Alegre, ela segue para Buenos Aires, La Plata e Montevidéu.
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