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crise política Notícia da edição impressa de 18/03/2016. Alterada em 17/03 às 22h04min

Entidades de juízes apoiam atuação de Sérgio Moro

AJUFERGS /DIVULGAÇÃO/JC
Em Porto Alegre, manifestação ocorreu em frente à sede da Justiça Federal, no bairro Praia de Belas

Isabella Sander

Após o juiz federal Sérgio Moro tornar públicas as interceptações telefônicas de ligações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT), a opinião pública se dividiu. De um lado, havia quem apoiasse o magistrado pela atitude. De outro, havia quem considerasse uma ação golpista e parcial a divulgação dos grampos. Em meio à polêmica, entidades de juízes saíram em defesa de Moro e da independência do Judiciário.
Na quinta-feira, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) promoveu atos nas sedes da Justiça Federal em diversas cidades brasileiras. Em Porto Alegre, o protesto foi em frente ao prédio no bairro Praia de Belas. Segundo o presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul (Ajufergs), Fábio Mattiello, a manifestação se destinou a apoiar a independência judicial de Moro e de todos os magistrados atuantes no processo da Operação Lava Jato. "Moro está conduzindo com seriedade, cautela e muita probidade a investigação. Já tínhamos há algum tempo a preocupação com retaliações políticas contra o Judiciário e, agora, a preocupação se agravou", destaca.
Conforme Mattiello, se um juiz autorizar, a interceptação telefônica é legal. "Nos fóruns federais e estaduais, essa medida é normal no dia a dia. O grampo tem proteção legal que pode acarretar sigilo, mas quem decide isso é o próprio juiz que conduz o processo", explica.
Com o protesto, a Ajufergs busca a preservação da autonomia dos profissionais nesse processo. "É claro que o poder do magistrado está sujeito a controle, através de recursos dos próprios tribunais. No caso de Moro, a Advocacia-Geral da União poderá e provavelmente fará esse controle e recorrerá", prevê Mattiello. Além da Ajufergs, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgaram nota em defesa da independência da magistratura.
Por outro lado, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo (PT), criticou Moro por ter tornado pública a conversa entre Lula e a presidente Dilma Rousseff. Para Cardozo, apenas o Supremo Tribunal Federal (STF) poderia quebrar o sigilo de uma comunicação da presidência da República. O Sindicato dos Advogados de São Paulo também prometeu entrar nesta sexta-feira com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz, por considerar que o magistrado cometeu ilegalidades tanto ao grampear Dilma, quanto ao divulgar as gravações.
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