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Editorial Notícia da edição impressa de 18/03/2016. Alterada em 17/03 às 20h22min

Assepsia moral do Brasil deve ir além da Lava Jato

A Operação Lava Jato tem, inegavelmente, o apoio da maioria da população nacional. As manifestações de quarta-feira à noite provaram isso, mais uma vez, após a divulgação do grampo de telefonema da presidente Dilma Rousseff (PT) a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o termo de posse do ex-presidente como ministro.
No entanto, essa ação da Justiça, envolvendo promotores e um juiz federal, Polícia Federal e mesmo a Receita Federal, deve guiar-se pelo estrito cumprimento das leis.
É que há questionamentos jurídicos à divulgação do diálogo da presidente Dilma com Lula logo após o acerto entre ambos para que ele integrasse o ministério, com a posse antecipada para esta quinta-feira, no cargo de chefe da Casa Civil.
O telefone grampeado, com a devida autorização judicial, era o do ex-presidente, e assim a ligação da presidente da República para seu antecessor acabou sendo gravada.
O diálogo, todos sabem hoje, teve algo de comprometedor, pois a presidente encaminhou ao seu antigo superior o termo de posse, sugerindo que ele usasse "em caso de necessidade".
Aí residiu a polêmica, embora a presidente tivesse explicado, após o vazamento, que a presença do ex-presidente, na posse antes prevista para próxima terça-feira, não fora confirmada.
A dúvida ficou pairando em cima da expressão "em caso de necessidade". Essa necessidade seria mostrar o documento em caso de pedido de prisão pela Justiça do primeiro grau leia-se juiz Sérgio Moro eis que, como ministro, Lula ganha foro privilegiado. Mas a liminar homologada sustou, uma hora após a posse do petista, todos os efeitos do ato administrativo.
A chamada "musa inspiradora" da Lava Jato, a Operação Mãos Limpas, na Itália, completou 24 anos em 2016. A investigação descobriu uma rede de cobrança de propinas no país europeu, levou pelo menos 3 mil pessoas à cadeia e investigou cerca de 500 parlamentares, empresários e seis primeiros-ministros.
Especialistas italianos no combate e prevenção à corrupção alertam para o legado da Mãos Limpas. Segundo eles, a Itália não ficou menos corrupta depois da operação e lançam um alerta: a Lava Jato é importante, mas não vai curar o País.
A Mãos Limpas começou em fevereiro de 1992, quando um funcionário público de pouca projeção, Mário Chiesa, foi preso após receber propina de uma empresa que mantinha contratos com o governo.
Os juízes italianos descobriram uma rede de corrupção que cobrava propina em contratos públicos que beneficiava diversos partidos políticos. A operação durou quatro anos e mudou o cenário político até então dominado pelo Partido Socialista (PSI), de centro-esquerda, e o Democracia Cristã (DC), de direita. Após a Mãos Limpas, os dois partidos perderam o monopólio da política italiana e foram extintos.
Sérgio Moro, em artigo publicado em 2004, afirmou que a operação italiana era um modelo de justiça. Na Itália, então, houve um sentimento de muita esperança, com pessoas poderosas sendo presas.
A corrupção existia antes, o que se espera é que após a Lava Jato seja reduzida. Mais de uma geração passará, e o trabalho da Lava Jato, que já completa dois anos, não será esquecido. Entretanto, a economia está paralisada e sofre demais.
Temos que voltar ao trabalho e à produção, pedem os empresários. Acabar com a corrupção é o que se quer, mas sem uma política de terra arrasada.
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