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Editorial Notícia da edição impressa de 16/03/2016. Alterada em 15/03 às 20h34min

Delação premiada atinge até lideranças políticas

Se há algo de que ninguém pode reclamar é de falta de novidades no curso da Operação Lava Jato. Semanalmente, delações premiadas apontam para figuras e até grandes lideranças da política brasileira.
Depois de sacudir a opinião pública na semana passada com o vazamento de parte de sua delação premiada, o ainda senador Delcídio Amaral (PT-MS) teve seu depoimento à Polícia Federal homologado e, depois, divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Nele, o agora ex-líder do partido do governo no Senado cita a presidente Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT), o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e até mesmo o senador Aécio Neves (PSDB) como cientes e, eventualmente, também beneficiados pelo esquema de propinas na Petrobras.
Lamentável, são fatos profundamente lamentáveis. Por outro lado, é positivo que, em mais um lance advindo da Operação Lava Jato, desnudem-se vigarices e nomes dos autores ou facilitadores.
Sabe-se de mandados de prisão, documentos sendo recolhidos e provas robustas de propinas para encarecer, ludibriar, escamotear e enriquecer às custas do dinheiro oficial.
Porém, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com apoio da Justiça, têm obtido excelentes resultados. Todavia, isso tem que ir até as últimas consequências, no caso com o julgamento e a prisão dos envolvidos que sejam, de fato, culpados.
Esses julgamentos servirão de exemplo para as atuais e, mais ainda, futuras gerações. Muitos pensarão duas, três, 10 vezes antes de se aventurarem em praticar desvios de dinheiro público para se locupletar.
Que o bom senso impere e que a Justiça julgue e puna os autores, antigos e novos, segundo Delcídio Amaral. Também, com o apoio do lado correto do Congresso Nacional e esse existe e do Judiciário se consiga estabelecer uma agenda progressista de reformas, de ajuste fiscal e de corte nas despesas, mas sem paralisar o Brasil.
Há quem lembre que a corrupção existe no Brasil há 516 anos, desde o Descobrimento. Mas os brasileiros são sacudidos por casos em que ficam assombrados com a desfaçatez dos que praticam deslizes grosseiros.
Não podemos aceitar como naturais esses deslizes que afetam a política nacional. No caso da vida pública brasileira, a ética, ainda que em atitudes legais, tem ficado em segundo plano. E isso tem que acabar, para sempre, com o correr dos processos.
Para alguns que atuam no Congresso Nacional e não é de hoje nem deste ou daquele partido, mas uma regra quase comum , os parlamentares se movem não em um mundo de sonhos, mas, sim, em um mundo em que seus desejos, sempre que atendidos, constituem a realização dos sonhos.
Suas impressões éticas parecem sofrer uma forma de mutilação na base da própria satisfação, sem importar o todo, a consciência nacional, e o sofrido povo brasileiro.
Ao mesmo tempo, o momento pede cautela até que tudo seja provado. Também não é hora de se fazer terra arrasada. Deixemos que as instituições cumpram seus papéis e que o País retome o rumo.
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