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Editorial Notícia da edição impressa de 04/03/2016. Alterada em 03/03 às 20h13min

Cunha sem condições de presidir a Câmara Federal

A situação do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está muito além do insustentável. A Comissão de Ética da Casa deu andamento ao processo de investigação do deputado no Legislativo. E o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, acolheu a denúncia de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por ele ter recebido US$ 5 milhões em propina. Com isso, o peemdebista é réu na Operação Lava Jato.
São fatos que mostram um presidente da Câmara moralmente impossibilitado de manter, pelo menos, o cargo de comando do Parlamento. Deveria se afastar e, aí sim, tratar da sua defesa.
Eduardo Cunha é réu e, doravante, salvo aquelas pouco convincentes reviravoltas nas entrelinhas dos códigos dos tribunais, seu fim será a cassação do mandato.
Os ministros do STF, 10, se manifestaram a favor do recebimento da denúncia contra ele. Todos integrantes da Corte optaram por seguir o voto do relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki.
O ministro do Supremo apontou que havia "indícios robustos" para o recebimento parcial da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República e defendeu que o deputado usou o cargo para fazer pressão para receber propina do esquema que atuava na Petrobras.
Os indiciados na Lava Jato e potentados da República se escondem atrás de frases-feitas, como a de que "tudo foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral". Ninguém discute isso, mas sim de onde veio o dinheiro, somas muito além do normal.
Doações de R$ 5 milhões, R$ 7 milhões ou R$ 8 milhões provam que quem repassava o dinheiro estava tranquilo não só com o alto valor, mas certo de que, adiante, teria gordos negócios que justificariam o repasse. Lastimavelmente, era dinheiro surrupiado, principalmente, da Petrobras, um orgulho do povo brasileiro.
A situação política brasileira está além do sofrível, eis que assistimos um nada interessante "campeonato de denúncias" entre situação e governo.
Agora, chegou a vez do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que era líder do governo, e teria feito um acordo de delação premiada com acusações à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Confirmada a situação negada de pleno , será o suprassumo da falta de pudor nos mais altos escalões da República, para desespero da opinião pública. Realmente, está demais.
É insuportável trabalhar e cumprir com as obrigações e ler, ouvir e ver a sem-vergonhice que conspurca o País por meio de pessoas que, teoricamente, deveriam estar acima de qualquer suspeita.
Pois não só estão sob suspeita, como elas, as suspeitas, acabam se confirmando da pior maneira possível, com vigarices feitas mesmo por empresários e pessoas que ganham muito bem.
Antigamente, também sem enrubescer, alguns diziam que certos cargos públicos deveriam ganhar muito bem para "evitar a corrupção", um descaramento grotesco. Ledo engano.
Parece que quanto mais ganham certas pessoas mais chafurdam no compadrio, nas vigarices, nas propinas, tirando do povo verbas que poderiam estar na educação, saúde, segurança e infraestrutura.
Basta, basta de tantas vigarices. Não podemos mais ver vingar a desonestidade em cima de um povo que, na maioria, é pacífico, alegre e trabalhador. Talvez, entretanto, venha escolhendo muito mal os seus representantes.
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