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Trânsito Notícia da edição impressa de 31/03/2016. Alterada em 30/03 às 23h20min

Brasil poderá implantar testes com drogômetros

FREDY VIEIRA/JC
Segundo o coordenador Flávio Pechansky, estudo foi iniciado em 2007

Isabella Sander

Conhecidos como "drogômetros", cinco equipamentos que identificam o uso de drogas por motoristas através da saliva passarão por testes a partir de abril. O projeto-piloto, coordenado pelo Centro Colaborador em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, deve embasar mudanças legislativas, a fim de viabilizar a utilização do aparelho em abordagens de agentes de trânsito a condutores. O resultado é aguardado para outubro deste ano. Essa é a primeira pesquisa de grande porte nessa área realizada no Brasil.
Segundo o professor Flávio Pechansky, coordenador do projeto, o estudo faz parte de uma pesquisa iniciada em 2007, financiada pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas e com parceria do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e da Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul. "Apesar das altas taxas de acidentalidade no Brasil, muito atreladas ao uso de substâncias psicoativas, há poucas pesquisas sobre isso. Por isso, demorou mais tempo", explica.
Até agora, foram avaliadas as tecnologias disponíveis e utilizadas em outros países, levando em conta a aplicabilidade, os benefícios esperados e o custo de implementação. Os resultados foram apresentados e discutidos com agentes e gestores da área de trânsito, para avaliar a possibilidade de implementação no Brasil. A fase que se inicia agora é a terceira, quando o projeto prevê estudos-piloto com os cinco equipamentos mais adequados selecionados pelo Clínicas. A pesquisa é baseada na experiência de países como Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e Noruega, que já utilizam drogômetros.
Os dispositivos podem detectar de cinco a oito classes de substâncias psicoativas em cerca de sete minutos, como cocaína, maconha, metanfetaminas, opioides (remédios tarja preta contra dor) e benzodiazepínicos (ansiolíticos). Em levantamento realizado por Pechansky, verificou-se que as substâncias mais consumidas por condutores de automóveis são benzodiazepínicos e maconha. Entre os motociclistas, os mais populares são maconha e cocaína; e entre os motoristas de caminhões, o maior consumo é, disparado, de anfetaminas. Entre os rodoviários, cocaína e benzodiazepínicos estão empatados.
A fase a ser iniciada em abril envolverá pesquisa com 250 condutores e 50 agentes de trânsito no Estado. Todos os testes ocorrerão de forma voluntária e sigilosa, durante abordagens de rotina em operações como a Balada Segura. A previsão é apresentar o relatório com os resultados em outubro. "Quando o policial verificar que o motorista não tem condições de dirigir, pesquisadores junto ao agente convidarão a pessoa a responder um formulário e ser testada. O voluntário pode receber penalidades devido à infração, mas não sofrerá reprimendas relativas ao resultado do teste", explica Pechansky.
Conforme o diretor-geral do Detran, Ildo Mário Szinvelski, em 2015, 1.735 pessoas morreram no Rio Grande do Sul em acidentes de trânsito. "Sem dúvida, o percentual seria menor se tivéssemos drogômetros nas fiscalizações. Tão logo o estudo seja apresentado, será encaminhado para análise técnica do departamento", garante.
A implantação do equipamento já está sendo discutida no Fórum Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro da Câmara de Deputados, na Associação Nacional dos Detrans e no Departamento Nacional de Trânsito. "Essa ferramenta está sendo muito aguardada. Portanto, tenho certeza de que haverá celeridade no processo quando a pesquisa for concluída", acredita.
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