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Saúde Notícia da edição impressa de 16/03/2016. Alterada em 15/03 às 22h51min

Mãe de Deus terá hospital dedicado ao câncer

MARCO QUINTANA/JC
Segundo Carlos Barrios, aparelho de radioterapia a ser adquirido só existe em outros dois locais no Brasil

Isabella Sander

A incidência de câncer em todo o mundo, mas com dados mais alarmantes no Rio Grande do Sul e em Porto Alegre, tem aumentado todos os anos. Em relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa era de, em 2012, haver uma média de 187,13 pessoas com algum tipo de câncer para cada 100 mil habitantes.
No Rio Grande do Sul, a taxa sobe para 306,37 para cada 100 mil habitantes e, em Porto Alegre, para 456,20 para cada 100 mil habitantes. O cenário equivale ao dos países com as maiores taxas do mundo. Em meio a esse panorama nada positivo, o Sistema de Saúde Mãe de Deus anunciou, ontem, a criação de um hospital exclusivo para o tratamento oncológico. O atendimento será feito por convênio ou particular.
O aumento no número de pessoas com câncer no Rio Grande do Sul se deve, entre outros motivos, à maior expectativa de vida e ao aumento da população. A ascendência europeia de grande parte dos gaúchos também contribui com o fato de os percentuais serem maiores no Estado, pois trata-se de uma etnia mais propensa a desenvolver a doença. Porto Alegre tem uma média de 6.820 casos novos de câncer por ano, uma das maiores incidências da América Latina. Nos próximos anos, estima-se que o câncer se torne a principal causa de morte dos porto-alegrenses e dos gaúchos, ultrapassando as doenças cardiovasculares.
Com investimento total de R$ 70 milhões, a obra será feita em três fases. Na primeira etapa, ainda neste ano, o projeto prevê a expansão de consultórios e áreas de tratamento ambulatorial. Os sete andares da Torre Leste do Centro Clínico Mãe de Deus, na rua Costa, bairro Menino Deus, abrigarão uma Unidade de Tratamento Quimioterápico e um Centro de Tratamento Imunoterápico. Também ocorrerá a instalação de um novo PET-CT, equipamento de diagnóstico de tumores.
Na segunda fase, em 2017, as áreas de internação já existentes para oncologia no Hospital Mãe de Deus passarão por reformas, e será lançada uma unidade de tratamento de leucemias e transplante de medula óssea. Está prevista para esse período a aquisição de equipamento de radioterapia intraoperatória, que permite a realização de tratamento com radiação durante a cirurgia oncológica, diminuindo a necessidade de sessões normalmente feitas nos dias após a operação.
Na terceira e última etapa, em 2018, serão adquiridos novos equipamentos de radioterapia de última geração e construído um novo prédio, de 12 mil metros quadrados. No total, serão 35 novos leitos, 20 salas de quimioterapia, 30 consultórios, 300 profissionais, 3,5 mil empregos diretos e indiretos e 80 médicos novos.
"Não existe esse tipo de atendimento em praticamente nenhum lugar da América Latina, com profissionais dedicados especificamente a essa área e com foco em toda a população. Provavelmente, também teremos uma interação importante com a parte pública, pois muitos dos programas que desenvolveremos nessa área deverão ter uma repercussão pública", enfatiza o diretor do Hospital de Câncer Mãe de Deus, Carlos Barrios.
O estabelecimento instituirá um modelo assistencial conjunto. "O paciente chega e é atendido por todos os profissionais que eventualmente podem participar do seu cuidado, todos em uma só sala. Teremos uma grande inovação com a aquisição do aparelho de radioterapia intraoperatória, que hoje só existe em dois hospitais no Brasil. Esse equipamento ajudará de forma significativa. Imagina tu fazeres o tratamento no momento da cirurgia e não ter que vir durante cinco semanas, todos os dias, para fazer uma aplicação?", pondera Barrios.

Para Estado e município, estabelecimento desafogará o SUS


Gestores do governo do Estado e do município de Porto Alegre estiveram presentes na cerimônia de anúncio do novo hospital. Segundo o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo, quando não há oferta suficiente de serviços na iniciativa privada, o Sistema Único de Saúde (SUS) fica sobrecarregado. "Quando se abre uma nova oportunidade de atendimento, mesmo que seja específico para clientes de convênio, isso diminui as filas naquela área de atendimento do SUS. Com isso, todos recebem um serviço melhor", pondera.
Para o secretário, com o envelhecimento da população, mudam as necessidades de atendimento. "Há duas décadas, nosso foco era atender crianças que morriam por diarreia, desidratação. Agora, as necessidades são outras, como o investimento em serviços oncológicos, por exemplo", aponta.
Na opinião do vice-prefeito Sebastião Melo, a emergência oncológica do Mãe de Deus será uma porta de entrada eficiente para os usuários da saúde complementar. "Infelizmente, temos uma grande população com câncer. Temos, no governo municipal, políticas públicas para essa área, e todos que usam o SUS sabem que é um bom sistema. O problema é que temos filas para atendimento em todas as áreas. Precisamos trabalhar para ampliar a capacidade do SUS, e é o que estamos fazendo", explica.
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