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Orla do Guaíba Notícia da edição impressa de 08/03/2016. Alterada em 07/03 às 20h44min

Obras podem parar em abril

JONATHAN HECKLER/JC
Fortunati informou que reunião com a presidente Dilma Rousseff foi positiva e que verba deve sair em breve

Jessica Gustafson

Iniciadas em novembro do ano passado, as obras do primeiro trecho de revitalização da orla do Guaíba, na Capital, foram vistoriadas ontem pelo prefeito José Fortunati. O percurso entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias, que hoje está coberto por tapumes, tinha previsão de entrega ainda neste ano. Entretanto, o município enfrenta um entrave em relação aos recursos, oriundos de financiamento junto à Cooperação Andina de Fomento (CAF). Com isso, as obras podem parar em abril, uma vez que, segundo Fortunati, o município não terá "fôlego" para continuar com a despesa.
O consórcio Orla Mais Alegre, formado pelas empresas Procon, Sadenco e SH Estruturas Metálicas, assinou contrato de R$ 60.682.477,52 para o trecho. A verba da CAF deveria ter sido disponibilizada no início do ano, mas os valores não chegaram e a prefeitura está arcando com a obra.
"Esperávamos esses recursos no início deste ano. A tramitação acabou tendo uma celeridade menor em função da crise. O próprio governo federal acabou segurando os financiamentos internacionais, tanto para os municípios quanto para os estados, porque isso impacta na performance do governo frente aos credores internacionais. Já chegamos a um patamar adequado, e a presidente assumiu o compromisso de que os financiamentos serão encaminhados para aprovação no Senado", explicou Fortunati. De acordo com ele, a conversa com a presidente Dilma Rousseff, na sexta-feira, foi positiva, e o pedido está na Secretaria do Tesouro Nacional para análise.
O valor total que a prefeitura espera receber da cooperação é de US$ 92 milhões, referentes às fases 1 e 3 da orla, à revitalização da Rua da Praia, aos 100 quilômetros de pavimentação de vias e aos investimentos em tecnologia para a Secretaria Municipal da Fazenda. Segundo Fortunati, o montante não será liberado integralmente, mas parcelado em três anos. No que diz respeito a 2016, existe um acordo já firmado de destinação para a fase 1 da orla e a pavimentação. "Acredito que, nos próximos dias, tenhamos um encaminhamento positivo ao Senado para que a liberação aconteça e a obra continue. Até agora, investimos 5% do total. Um ritmo maior de construção depende dos recursos. Temos a garantia de que, assim que os valores da CAF forem liberados, nós vamos reembolsar o montante que estamos usando agora para as devidas áreas de destino", ressaltou o prefeito.
A primeira etapa da revitalização está sendo trabalhada em várias frentes pelo consórcio, com maior empenho na região da Usina do Gasômetro, área considerada a mais nobre do projeto e que deve ser liberada o quanto antes para uso da população. No local, haverá dois deques, um ancoradouro para barcos, arquibancadas voltadas ao rio e um bar dentro da água, elevado por pilares. "Perto da Rótula das Cuias, ainda teremos quadras esportivas. Será um local projetado para as pessoas, com pistas de caminhada, ciclovias e bares", afirma.
 

Estacas dos deques serão colocadas na próxima semana


Sobre o andamento da obra, Caetano Pinheiro, diretor-presidente da empresa Procon, explica que ela está na etapa inicial, compreendendo a fundação da parte civil, a qual pouco aparece, pois é realizada embaixo do solo. A terraplenagem do terreno está concluída. "Enxergamos apenas a ponta das estacas, mas a fundação está praticamente concluída. Até o início da próxima semana, começaremos a fundação das estacas dos deques que ficarão sobre a água. Na
sequência, vem a parte da colocação das estruturas metálicas", conta.
Alguns ajustes no projeto, como diâmetro de estacas e profundidade, foram feitos na semana passada em Curitiba, no escritório do arquiteto Jaime Lerner. Nenhuma modificação pode ser feita sem autorização dos projetistas. Cerca de 60 operários estão trabalhando atualmente no canteiro de obras, e o número deve chegar a 200 com o andamento da construção.
Questionado sobre o corte de árvores no local, Pinheiro contou que 30 já foram retiradas. "Isso é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conforme a necessidade", disse.
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