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Segurança pública Notícia da edição impressa de 04/03/2016. Alterada em 03/03 às 22h12min

Sartori pede para policiais fazerem 'mais com menos'

RODRIGO ZIEBELL/SSP-RS/DIVULGAÇÃO/JC
Cúpula da área da segurança no Estado discutiu operações especiais

Isabella Sander

Em reunião, nesta quinta-feira, com representantes dos entes que integram a segurança pública do Estado, o governador José Ivo Sartori evitou o assunto mais palpitante da área as contratações. Em meio à guerra entre facções criminosas em regiões de vulnerabilidade social de Porto Alegre, como a Vila Cruzeiro, Sartori destacou a atuação da Brigada Militar, da Polícia Civil, do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) em operações policiais, e pediu que o efetivo "faça mais com menos". O governador saiu sem responder aos questionamentos da imprensa, bem como o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini.
Somente em fevereiro, foram realizadas 87 operações e ações policiais no Rio Grande do Sul, com cerca de 400 mandados de busca e apreensão e 390 prisões. O foco das investigações são homicídios, tentativas de homicídio, latrocínio, tráfico de drogas, violência doméstica e abuso sexual.
"Estamos todos conscientes dos grandes desafios, mas agradeço pelo desenvolvimento das ações praticadas continuamente e de modo muito mais acentuado a partir da efetivação da Lei dos Desmanches. Todas as operações têm o objetivo de intensificar mais o trabalho, para não ter vida fácil para o crime", afirmu Sartori.
Nos próximos dias, estão previstas novas ações, não divulgadas, por medidas de segurança.
Com operações permanentes de combate aos desmanches irregulares de veículos, segundo Jacini, o governo estadual enfrenta a receptação e diminui o roubo e o furto de veículos, o latrocínio e o homicídio. O secretário ressaltou a importância da operação Avante, iniciada em janeiro, que tem por objetivo combater o tráfico de drogas, o furto e o roubo de veículos e prender procurados pela Justiça em todo o Estado.
"Temos ações permanentes da Brigada Militar nessa operação nas áreas mais sensíveis de Porto Alegre, como a Cruzeiro, onde, há mais de 10 dias, a corporação vem atuando ininterruptamente, sempre à noite", enfatiza.
Jacini revela que, apesar da redução de 29% na quantidade de operações policiais, se comparado o segundo semestre de 2014 e o mesmo período de 2015, o número de ações voltadas para o crime contra a vida e contra o patrimônio aumentaram 25%. "Pretendemos seguir nessa crescente, especializando tecnologicamente as polícias e ampliando sua capacidade de resposta à sociedade", informou.
Para o presidente da seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), Ricardo Breier, o discurso de Sartori "é só papo". "A população está temerosa. Recebemos pedidos da população, que não aguenta mais a impunidade", comenta o presidente. Na semana que vem, Breier se reunirá com os 124 conselheiros da OAB para debater a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra o governo, pedindo mais investimentos em segurança pública. "Consta na Constituição Federal que todos temos direito à segurança. O investimento do Estado tem sido praticamente nulo, desrespeitando um dever constitucional."

Falta de PMs temporários não afetará ruas, garante BM


O subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Andreis Dal'Lago, garante que a ausência de 178 policiais militares (PMs) temporários, que tiveram seus contratos encerrados no dia 26 de fevereiro, não afetará as ruas do Estado. O mesmo número de servidores aprovados em concurso foi nomeado por Sartori, mas o efetivo precisará passar por sete meses de cursos de formação, antes de começar a trabalhar.
"Como regra, o PM temporário não executa atividades dos servidores de carreira, como ir para as ruas fazer policiamento ostensivo. Eles atuam em atividades como guarda interna ou guarda externa de presídios, que não são funções de ponta, com impacto imediato nas comunidades", explica o subcomandante. Mesmo assim, já no primeiro mês de formação, os PMs poderão fazer estágios nessas funções, reduzindo a falta de efetivo.

Trabalho de policiais civis será reduzido com operação padrão


Com o parcelamento dos salários, 36% do efetivo de segurança pública ainda não recebeu os vencimentos de fevereiro. Por isso, decidiram fazer uma operação padrão. Eles realizarão somente flagrantes, cumprirão mandados de busca e de prisão e comparecerão a locais de crimes apenas com a presença de um delegado. As atividades ocorrerão das 8h30min às 18h. Trabalho fora desse horário, só em caso de homicídio, também acompanhados por um delegado.
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