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saúde Notícia da edição impressa de 02/03/2016. Alterada em 01/03 às 22h10min

Justiça autoriza entrada à força em imóveis na Zona Sul da Capital

JONATHAN HECKLER/JC
Exame inovador apresenta linhas de identificação, como um teste de gravidez

Suzy Scarton

Atendendo a um pedido da prefeitura de Porto Alegre, realizado por meio de ação impetrada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), o juiz Fernando Diniz, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, autorizou, na tarde de ontem, o uso de força para o ingresso em imóveis no bairro Vila Nova, na Zona Sul da Capital, nos quais proprietários e moradores estejam dificultando o acesso de agentes públicos que atuam no combate a focos do mosquito Aedes aegypti.
Na sexta-feira passada, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou bloqueio de transmissão viral com aplicação de inseticida em parte do bairro para combater mosquitos adultos e diminuir o risco de transmissão. A ação ocorreu devido à confirmação de caso autóctone de dengue, subindo para 23 o número de ocorrências de contágio contraídos no bairro. Quase 80% dos casos autóctones da cidade estão localizados na Vila Nova. Somente na área que concentra o maior número de ocorrências, 27 dos 57 imóveis com risco potencial de criadouros tiveram o acesso impossibilitado em ação realizada no dia 24, seja por estarem fechados, seja por recusa do morador.
Também ontem, foi lançada em Porto Alegre uma nova ferramenta que irá auxiliar na identificação dos casos de infecção pelos vírus transmitidos pelo Aedes. Até o final do ano, o Brasil já poderá ter um kit que permite identificar, em forma de teste rápido, se a pessoa foi ou está infectada pelos zika vírus, dengue ou chikungunya, todos transmitidos pelo mosquito. O protótipo, em desenvolvimento por meio de uma parceria entre quatro entidades, usará uma amostra de sangue para a detecção de cada doença. A intenção é que os testes possam ser realizados onde o paciente estiver.
O Ministério da Saúde estuda a possibilidade de adquirir os exames e, posteriormente, distribuí-los aos estados e aos municípios. O teste também poderá ser comercializado em farmácias privadas por aproximadamente R$ 15,00. "A ideia é que ele custe mais ou menos o mesmo que um teste rápido para HIV", comentou Fernando Kreutz, presidente da FK-Biotecnologia S.A., empresa que atua nas áreas de biotecnologia e nanotecnologia.
Os testes serão feitos a partir de amostras de sangue, semelhante a um exame de glicose. Por meio de linhas (como em um exame de gravidez), o material determinará se o indivíduo está na fase IGM, a resposta imunológica do organismo, sentida cinco ou seis dias após a contaminação e considerada a fase aguda da doença, ou na fase IGG, de convalescença, que indica que a pessoa já teve contato com a enfermidade. "Depois do contato, é possível desenvolver imunidade contra a doença. Assim, poderemos orientar as pessoas e calcular a incidência da contaminação em diferentes locais", avalia Kreutz. 
O kit é diferente do teste em produção na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), chamado kit NAT Discriminatório, que também detecta a presença do material genético do vírus. O grupo deverá apresentar o protótipo para ser avaliado em até seis meses. "A expectativa é que, em nove meses, o teste já esteja pronto para ser distribuído", afirma Kreutz. O investimento pode chegar a R$ 5 milhões e, de acordo com os pesquisadores, serão necessários 200 mil testes iniciais para auxiliar no controle da epidemia de zika em todo o País.
A FK-Biotec, o Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs), a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma) e o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) atuarão em conjunto, contando com o apoio de universidades, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Feevale.
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