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artigo Notícia da edição impressa de 28/03/2016. Alterada em 27/03 às 22h27min

Opinião econômica: Descontrole, recessão e desemprego

Fred Chalub/Folhapress/Arquivo/JC
Benjamin Steinbruch é diretor-presidente da CSN e presidente do conselho de administração da empresa

Benjamin Steinbruch

Nos últimos anos, o Brasil viu debates acalorados sobre a condução da política econômica que deu atenção especial a alguns setores em detrimento de outros. Uns execraram essa política, inclusive por causa das desonerações de encargos salariais. Outros a defenderam com unhas e dentes.
As políticas de juros elevados que colocaram o Brasil na vergonhosa liderança mundial nessa matéria foram duramente criticadas por muitos, inclusive por este articulista, e arduamente defendidas por outros tantos, que queriam aperto monetário ainda maior.
O Bndes concedeu, nos últimos anos, volumosos recursos para financiar grandes projetos de algumas privilegiadas empresas nacionais, com juros módicos, em contraste com as abusivas taxas do mercado livre. O banco estatal foi muito festejado por uns e condenado pela grande maioria.
O governo colocou nas mãos da Petrobras a responsabilidade de cuidar da fatia mais importante das reservas brasileiras de petróleo, obrigando-a a participar como operadora nas concessões e a aportar 30% em todas elas. Essa política contrariou grande parte da opinião econômica e foi defendida por setores que consideram importante e preponderância nacional nesses empreendimentos.
Nestes últimos anos, o governo foi feroz e cotidianamente massacrado pelo descontrole dos gastos, pelo aumento da dívida pública e, em resumo, pela irresponsabilidade fiscal. Muitos consideraram essas críticas tímidas.
A maioria dos observadores constatou o fracasso dos investimentos públicos em infraestrutura, algo que impediu a redução do custo Brasil e inviabilizou investimentos privados. Mas também não houve consenso nessas críticas.
Houve também contestação ferrenha à política de contenção de preços de energia elétrica e combustíveis, que levarou ao tarifaço de 2015. Mas muitos apoiaram a medida no início, porque ela reduzia o custo Brasil, e só passaram a criticá-la quando deu errado e provocou inflação.
Nos últimos anos, foram constantes restrições à política de comércio exterior brasileira, que relegou mercados importantes e deixou de fazer acordos bilaterais por causa do alinhamento no Mercosul. Mas há quem ache que essa política em breve vai se mostrar dominante em meio a uma tendência de crescimento do protecionismo mundial.
Todas essas discussões e muitas outras sobre a condução econômica são pertinentes, mas há momentos em que as divergências precisam ser deixadas para segundo plano. E o Brasil vive um desses momentos.
Não estou a dizer que devamos nos calar quando consideramos as políticas equivocadas ou sufocar os debates. Muito menos que a apuração de malfeitos deva cessar. Observo apenas que o Brasil está naufragando, e não é hora de discutir por que não construímos um navio mais resistente. O momento é de lançar mão de botes salva-vidas.
Incentivar o conflito é uma irresponsabilidade. O Brasil precisa de conciliação e união nacional para retomar seu rumo e, aí sim, voltar a discutir questões cruciais, como as reformas na economia e na política. Se não houver um acordo político para virarmos a atual página, independentemente de quem está ou estará no governo, o País continuará afundando no descontrole, na recessão e no desemprego.
Diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional e presidente do conselho de administração da empresa
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