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Emprego Notícia da edição impressa de 04/03/2016. Alterada em 03/03 às 22h07min

Presença feminina cresce no mercado de trabalho

JOÃO MATTOS/JC
Mulheres ganharam mais espaço na população economicamente ativa

Adriana Lampert

Ainda que a participação feminina tenha crescido no ano passado (em 0,9%) e que as desigualdades sofridas em relação aos homens tenham diminuído para mulheres no mercado de trabalho durante a última década, o saldo não é positivo. Em 2015, o contingente de desempregadas teve acréscimo de 25 mil pessoas, chegando a 82 mil mulheres em busca de emprego na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA). Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) Mulher, desenvolvida pela Fundação de Economia e Estatística (FEE) em parceria com a Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTS), com foco em subsídios para políticas públicas de inclusão feminina no mercado de trabalho e em vista do Dia Internacional da Mulher.
O estudo revela que o momento de recessão e crise econômica de 2015 refletiu em uma deterioração do emprego para ambos os sexos, com a taxa de desemprego apresentando a maior elevação já registrada na PED-RMPA desde o início da série histórica, em 1993, passando de 5,9% em 2014 para 8,7% em 2015. Para os homens, a queda na ocupação foi mais intensa, em vista do corte de vagas na indústria e na construção civil.
Com a taxa de desemprego crescendo mais entre os homens (55,6%) do que entre as mulheres (37,9%), houve uma diminuição das desigualdades entre os sexos, explica a economista da FEE, Iracema Castelo Branco. Em 2015, as mulheres representavam 48,2% do total de desempregados da RMPA, enquanto a taxa de participação feminina passou de 46,7% para 47,2% da População Economicamente Ativa (PEA).
"No ano passado, a PEA feminina cresceu mais que a masculina", observa Iracema. "E o ingresso destas pessoas no mercado de trabalho interrompe um processo de queda que vinha ocorrendo desde 2009." No caso das mulheres, são mais 18 mil novas pessoas (aumento de 2%) disputando vagas. "O fator é negativo, porque todas estas que retornaram para o mercado de trabalho ficaram na posição de desempregadas, uma vez que, como a economia encolheu, houve redução de postos de trabalho", destaca.
No setor público, ocorreu queda de 3,9% de ocupadas, enquanto, após três anos de declínio, o emprego doméstico gerou mais 2,3% de vagas para mulheres. A redução na ocupação feminina (com menos 7 mil postos de trabalho no total) representou uma diminuição de 824 mil empregadas em 2014 para 817 mil em 2015.
A pesquisadora da FEE, Patrícia Klaser Biasoli, pondera que, entre 2014 e 2015, o nível de ocupação na RMPA apresentou comportamento desfavorável para ambos os sexos, tendo registrado retração de 1,7% e perda de 31 mil postos de trabalho, dando continuidade ao processo de redução do nível de emprego iniciado em 2014. "O total de ocupados, em 2015, foi estimado em 1.769 mil pessoas, sendo 46,2% de mulheres, e 53,8%, de homens." Segundo o estudo, o contingente total de desempregados foi estimado em 169 mil pessoas, com acréscimo de 56 mil em relação ao ano anterior, devido à redução na ocupação (31 mil) e ao ingresso de 25 mil pessoas no mercado de trabalho.
No caso da desigualdade de renda entre os sexos, houve uma redução devido a uma queda maior do rendimento dos homens. Para as mulheres, a redução do rendimento médio real foi de 4,4%, passando de R$ 1.783,00 em 2014 para R$ 1.705,00 em 2015 (enquanto o dos homens sofreu retração de 9,5%, passando de R$ 2.361,00 para R$ 2.136,00 no mesmo período).
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