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Repórter Brasília Edgar Lisboa


Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/03/2016

Metralhadora de Delcídio

Cada vez que o senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) abre a boca, ele comprova o tino para homem-bomba. A presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são apenas os mais conhecidos. Mas ninguém da cúpula escapa. Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram citados, assim como os ministros da Educação, Aloizio Mercadante (PT), e da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva (PT). Os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) também estão na lista, junto com os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão e Marcelo Navarro. A homologação da delação de Delcídio pelo Supremo Tribunal Federal coloca todos eles em risco.
O mais próximo
A presença de Mercadante na delação foi a que mais irritou a oposição. "Mercadante sempre foi o mais próximo ministro de Dilma. Dilma pode negar, mas é óbvio que sempre soube de tudo", disse o deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM). Mas, com um cobertor tão suprapartidário, fica difícil um partido acusar o outro de corrupção. Delcídio citou o PT, PMDB, DEM (na época, PFL), PR, PP, PSDB e SD. Pelo menos o PT poderá dormir tranquilo, pois Delcídio pediu desfiliação.
Autogolpe
A nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil repercutiu entre os deputados gaúchos. A divisão de opiniões foi bem óbvia. "Lula foi eleito duas vezes, e outras duas, foi essencial na vitória de Dilma. Legitimidade é o que ele mais tem. E vai ajudar muito estar lá", disse a deputada federal gaúcha Maria do Rosário (PT). Já o deputado federal gaúcho Darcísio Perondi (PMDB) foi mais irônico: "Dilma comete um autogolpe ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil".
Falta liderança
Para o cientista político e professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Fabiano Santos, apesar de bem-representado no Congresso, há um vazio de liderança no campo político conservador do Brasil. "Acho que eles se sentem muito inseguros para enfrentar o Lula. Nas sondagens eleitorais passadas, nenhuma liderança mais importante tem aparecido como uma liderança, se beneficiando de todo esse desgaste institucional", disse.
 
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