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Notícia da edição impressa de 24/03/2016

Estado pioneiro na arquitetura neoclássica

BUENAS IDEIAS /DIVULGAÇÃO/JC

Arquitetura neoclássica em Porto Alegre - uma revisão histórica e crítica (Editora Buenas Ideias, 144 páginas, R$ 79,90), do pesquisador, escritor e diplomata jubilado Fernando Cacciatore, aponta o Rio Grande do Sul como pioneiro em arquitetura neoclássica no Brasil, com seu acervo tão original.
Cacciatore escreveu Fronteira iluminada - História do povoamento, conquista e limites do Rio Grande do Sul a partir do Tratado de Tordesilhas (1420-1920) - Editora Sulina, 2010; Como escrever a história do Brasil: miséria e grandeza e O ritual dos pastores, ambos pela Sulina.
A obra, em cuidadosa edição encadernada em papel couché fosco e formato 20 x 25 cm, apresenta belas fotografias de Dudu Contursi e Fernando Bueno, e conta com prefácios do prefeito José Fortunati e do diplomata e crítico de arquitetura André Aranha Corrêa do Lago. O prefeito escreve: "o texto apresenta de forma objetiva, numa linguagem segura e simples, porém lastreada em uma erudição que não se mostra ostensiva, uma nova proposta de classificação em fases ou períodos da abundante arquitetura neoclássica que caracteriza a Capital gaúcha. Caccciatore renova a discussão, destacando a originalidade do acervo arquitetônico de Porto Alegre, por meio de um olhar que privilegia um novo entendimento conceitual a partir da realidade local".
André Aranha Corrêa do Lago escreve: "o livro de Fernando sobre o neoclássico em Porto Alegre é uma grande contribuição para o reconhecimento da qualidade da arquitetura neoclássica no Brasil. Por um lado, expõe e valoriza obras que merecem ser preservadas e, por outro, organiza em diferentes categorias um tipo de arquitetura que é geralmente vista no Brasil de maneira simplista, como se só houvesse um tipo de 'neoclássico'".
Com as fotos e os textos sobre o Theatro São Pedro, o Hospital Santa Clara da Santa Casa de Misericórdia, o Memorial do Ministério Público, Palácio Piratini, Asilo Padre Cacique, Paço Municipal, Hospital da Beneficência Portuguesa, Igreja de Nossa Senhora das Dores e muitos outros, os leitores, que muitas vezes não se percebem a cidade, se inspirarão para contemplar o rico acervo arquitetônico da Capital com outro olhar.
O volume apresenta as seguintes classificações de fases, com base em regras de arquitetos e engenheiros: Barroco de transição para o Neoclássico; Neoclássico Rigoroso; Neoclássico Florido; Neoclássico de transição para o Eclético; Eclético com estrutura Neoclássica; Neoclássico Moderno e Neoclássico Kitsch.
Como se constata, a obra de Cacciatore nasce clássica, referencial, e é um presente para nós, lançado na Semana de Porto Alegre, uma açoriana já não tão tímida e com mais detalhes bonitos do que a gente normalmente percebe.

Páscoa, Madre Teresa e o Brasil

Tempo de Páscoa, de passagem, "pessach" para os hebreus, ressureição para os cristãos, nascimento e vida para todos. Nada mal pensar em coelhos, ovos, peixes, conquista da liberdade e outros símbolos pascais, especialmente numa hora dessas no Brasil.
Numa hora dessas, só rezando muito mesmo, apelando para Deus, todos os santos, o Papa, Dalai Lama, todos os orixás e divindades. É torcer para que Deus, que é brasileiro, ilumine os brasileiros para encontrarem rumos e diálogos mínimos que sejam. Briga violenta entre irmãos não é o melhor caminho. Todos perderiam. Debate pacífico e democrático, soluções legais e institucionais é o que todos esperam, assim como reformas administrativas, políticas e econômicas.
O livro Madre Teresa de Calcutá - Uma santa para o século (Editora Ave-Maria, 136 páginas), do diácono e professor Fernando José Bondan, que ensina na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Diocese de Novo Hamburgo, serve como inspiração para a busca de rumos mais dignos para o País e os cidadãos. Madre Teresa será canonizada pelo Papa Francisco no próximo dia 4 de setembro. Ela foi beatificada em 2003 pelo Papa João Paulo II, de quem era muito amiga.
Quando a Madre faleceu, em 1997, o presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, disse que ela era um gigante. Verdade. Madre Teresa recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979, entre tantos outros prêmios importantes e dedicou a vida a ser a "santa das sarjetas", a protetora dos pobres mais pobres.
Sempre dizia que, quando nos aproximamos de alguém, é melhor sair do encontro melhor do que quando chegamos. Aos 12 anos iniciou sua vida religiosa, que só cessou com a morte, 75 anos depois. O livro de Fernando Bondan apresenta temas variados, extraídos das cartas da Madre. Amor, caridade, confissão, devoções, diálogo inter-religioso, ecumenismo, famílias, igreja, humildade, orações, milagre, morte, Paixão de Jesus, renúncia e cruz, pecado e outros tópicos estão na obra, para despertar nossa solidariedade e consciência cristãs.
Sobre a alegria, escreve Madre Teresa: "o que seria de nossa vida se as Irmãs não fossem alegres? Seria uma escravidão pura e simples. Nosso trabalho não atrairia ninguém. A tristeza, a depressão, a frouxidão abrem as portas para a preguiça, mãe de todos os males. A alegria deve ser um dos eixos dominantes de nossa vida. Uma religiosa é como o sol em uma comunidade. A alegria é o sinal de uma personalidade generosa. Por vezes é também um manto que vela uma vida de sacrifício e de liberalidade. Alguém que possui esse dom muitas vezes alcança altos cumes. Façamos que aqueles que sofrem encontem em nós anjos de consolação. Quem possui esse dom da alegria, frequentemente alcança um alto grau de perfeição".
Com sua alegria, sua luz, seu espírito verdadeiramente cristão, seu total desapego e seu exemplo, a Madre nos inspira a buscar o que tivermos de melhor. É preciso.

A propósito...

Lady Di morreu em 31 de agosto de 1997, e Madre Teresa, em 5 de setembro do mesmo ano. Eram amigas. Os funerais coincidiram. A imprensa se focou mais em Lady Di. Até hoje a mídia fala mais em Lady Di do que em Madre Teresa. Não é de se estranhar muito esse fato nesse mundo de aparências, imagens, sons, marketing e outros bichos. Nada contra a princesa, que teve seus méritos, mas será que os meios de comunicação não deveriam se preocupar um pouco mais, ao menos, com pessoas que dedicam décadas e décadas de suas vidas aos necessitados? Ou será que os leitores, espectadores e ouvintes preferem assim? Pensem nisso, enquanto lhes digo: Feliz Páscoa!

Lançamentos

Alma brasileira, Alma sul-americana, Antropogeografia oculta (260 páginas, Barany Editora), do médico, professor universitário e artista plástico Wesley Aragão de Moraes, fala da alma do brasileiro e do ser humano, que vive entre o mundo terreno e os mistérios do mundo espiritual. Mostra que nossa história é mais antiga que imaginamos. Traz sabedorias indígena, afrobrasileira, deuses e de demônios.
Emily Dickinson: não sou ninguém (Ed. Unicamp, 192 páginas, 2ª edição ampliada, tradução de Augusto de Campos) tem 80 poemas da norte-americana ímpar, que, por sua força, permanecem atuais. Ex.: "Não sou Ninguém! Quem é você? Ninguém-também? Então somos um par? Não conte! Podem espalhar! Que triste -ser-alguém! Que pública- a fama-dizer-seu nome-como-a-Rã-para-as-palmas-da-lama!"
Meu coração e outros buracos negros (Rocco, 312 páginas, R$ 29,50, tradução de Petê Rissatti) romance de estreia da norte-americana Jasmine Warga, narra a história de Aysel, 16 anos, estudante, funcionária de telemarketing, que pretende se matar. No site Passagens Tranquilas conhece Ronan, 17 anos, que pretende cometer suicídio junto com ela. Mas tudo pode mudar.

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