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Espaço Vital Marco A. Birnfeld


Espaço Vital

Notícia da edição impressa de 08/03/2016

Caos ou falência?

Em boa hora, o novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Luiz Felipe Difini, proclamou, em sua recente posse, que daria prioridade ao primeiro grau de jurisdição, com "adequadas condições, exigindo compromisso e empenho para uma boa prestação jurisdicional, contração ao trabalho, e razoável produtividade (...) com exigência de retribuição à sociedade, com serviços de qualidade".
Um mês e cinco dias depois da solenidade, certamente o desembargador já foi informado que, na comarca de Porto Alegre, há cartórios que assinalam um caótico ou falido recorde negativo de seis meses de atraso de diligências a cumprir. Não há soluções à vista.

Babaca? Não!...

O muito rico empresário Babak Zanjani, 42 anos de idade, líder de um império avaliado em US$ 14 bilhões, foi condenado à morte, pela Justiça, no fim de semana, num júri que durou três dias.
Babak (que de babaca não tem nada) era acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes.
No Brasil? Não, no Irã!

Abelhudos em ação

A 19ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o notório Vips Motel, carioca do Leblon, a numa ação inusitada pagar reparação moral de R$ 10 mil a um casal que teve sua privacidade violada, durante comemoração reservada de seus 18 anos de casamento.
Num momento de profunda intimidade, os hóspedes foram surpreendidos pelos olhares furtivos, na sacada, de voyeurs assanhados: eram dois operários, que interromperam as obras que realizavam numa suíte próxima para ficar mirando o desavisado casal.
Houve até perícia judicial de engenharia para aferir se a suíte nº 39 era visualmente indevassável a partir da congênere nº 43. Não era!... Como a ação já tem seis anos e meio de tramitação, bem que o valor indenizatório poderá ser usado para, brevemente, custear os festejos das bodas de prata. Em outro estabelecimento, claro...

Outra década perdida

A economia teve em 2015 o pior resultado desde o confisco praticado pela dupla Fernando Collor e Zélia Cardoso de Mello em 1990. Analistas preveem novo tombo de 4% neste ano e recessão profunda como a da década de 1980.
Alguns índices negativos são assustadores: -3,8% (queda do PIB brasileiro, no pior resultado nos últimos 25 anos); -4% (redução do consumo das famílias); -9,7% (diminuição da produção nas fábricas); -14% (retração nos investimentos).
Segue o desastre: 10% de desemprego, 10% de inflação e 10% de déficit fiscal. Os números dão a medida de desorganização brasileira.

Bye, bye, Brasil

A Queiroz Galvão está transferindo sua sede para Madri. E a coirmã Queiroz Galvão Óleo e Gás vai se mudar para Londres. Para completar, a Andrade Gutirerrez planeja deixar o Rio de Janeiro e instalar-se na Cidade do México. Todas, presumivelmente, interessadas em encontrar locais mais fáceis para seus jeitos de operar.

A propósito

Os cinco anos de desempenho (?) de Dilma só são melhores, nos últimos 121 anos, do que as performances dos governos Fernando Collor (1990/92) e Floriano Peixoto (1891/94).
Em 31 de dezembro passado, o PIB brasileiro fechou em 30º lugar. Entre 32 países, só estamos à frente de Venezuela e Ucrânia.

Por um voto?

O placar no Conselho Federal da OAB estaria se revertendo a favor de uma ação forte da Ordem no rumo do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Entre os 81 conselheiros atuais, o resultado, no momento, seria de instigantes 40 x 41 não se sabendo, porém, se o pêndulo está sinalizando para a esquerda ou para a direita.

Adivinhem!

O professor Aswath Damodaran, da cadeira de Finanças, da Stern School of Business, da Universidade de Nova Iorque deu uma aula na terça-feira passada sobre o tema "Como destruir uma empresa".
Pensem, 1, 2, 3...10 e adivinhem: qual foi a empresa analisada?
Acertou quem cravou a brasileira Petrobras.

Lula sitiado

Análise sumária, na manhã de sexta-feira passada, na antessala presidencial do TJ-RS, feita por um dos mais antigos desembargadores da Corte: "o Lula está sitiado".
Mas era mero trocadilho, envolvendo o ex-presidente da República e o sítio em Atibaia (SP).

Delcídio, a grande ave

A ema é uma ave cujo habitat se restringe à América do Sul. Apesar de possuir grandes asas, não voa. Usa asas para se equilibrar e mudar de direção enquanto corre. Os indivíduos masculinos são os responsáveis pela incubação e o cuidado com os filhotes.
Pois "o ema" foi o apelido que Delcídio Amaral (PT) ganhou na Procuradoria-Geral da República. Ali, os delatores em geral costumam ser chamados de "passarinhos". Mas o (ex?) senador cantou tanto que recebeu, justamente, o epíteto de ser a maior ave brasileira.

'Rádio-corredor' (1)

"Depois do maior desastre ambiental e humanitário do País, Dilma demorou 24 horas para comentar e sete dias para sobrevoar a terra. Mas como reação à condução coercitiva de Lula, a presidente comentou imediatamente e, em 24 horas, visitou o suspeito."
(No Foro Central de Porto Alegre ontem).
 

'Rádio-corredor' (2)

"Se a alma mais honesta deste país teve que ser conduzida para depor, o que resta para nós, modestos mortais?"
(Na OAB-RS, na sexta-feira passada).
 

'Rádio-corredor' (3)

"Recém Lula tinha chegado no aeroporto de Congonhas para depor e um aviso logo chegou ao gabinete do juiz Sérgio Moro: 'a empreiteira OAS pede para informar que se dispõe, desde já, caso o ex-presidente Lula seja preso, a realizar gratuitamente a reforma da cela'."
(Na OAB do Paraná, também na sexta-feira passada).
 

Romance forense: Cabaré versus igreja evangélica

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Numa cidade do interior do Ceará, a chamada "professora" Maurília estava construindo uma extensão de seu cabaré, cujas atividades estavam em constante crescimento após a liberação de seguro-desemprego para pescadores e vários outros tipos de bolsas.
Em oposição, uma igreja evangélica local próxima iniciou forte campanha para bloquear a expansão do negócio. Fazia sessões de oração em três turnos, com ampla propagação por alto-falantes.
A ampliação do cabaré progrediu célere, até uma semana antes da inauguração da "nova ala", quando em meio a uma rara chuvarada um raio atingiu o prédio, provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte do salão e dos quartos. Sem demora, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar "do grande poder da oração".
Então, a "professora" Maurília pessoa física ingressou no JEC com uma ação contra a igreja, o pastor e toda a congregação, sob o argumento que eles "foram os responsáveis pelo fim do prédio e negócio, utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta".
Na contestação, os réus veementemente negaram qualquer responsabilidade ou ligação com os fatos, sustentando que "os raios são uma descarga elétrica de grande intensidade que ocorre na atmosfera, entre regiões eletricamente carregadas, podendo acontecer tanto no interior de uma nuvem, como entre nuvens ou entre nuvem e terra e, como tal, tratando-se de reações da natureza, são totalmente incontroláveis".
O juiz leu a petição inicial e a contestação. E logo na abertura da audiência, comentou: "Eu ainda não sei como vou decidir este caso, mas uma coisa, para mim, está clara nos autos. Temos aqui uma proprietária de casa de libação que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não podem nada!".
Ouviram-se testemunhas. No final, a ação foi improcedente. A "professora" Maurília não conseguiu provar que as rezas tenham sido a causa do maldito raio.
O juiz concluiu que "a origem da destruição foi uma descarga elétrica, provinda do espaço, surgindo imprevistamente e sem qualquer comando humano, tratando-se de um mero, mas devastador, agente da natureza".
Amém!
 



COMENTÁRIOS
Marcelo Sales - 08/03/2016 13h57min
Acho que o jornalista deveria se informar melhor antes de publicar. A Queiroz Galvão Mercado Internacional está mudando para Madri e não a construção Brasil. De igual forma é no mínimo irresponsável presumir os motivos da transferência insinuando de foram sutil que a empresa busca um local para seu "jeito de operar".

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