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A voz do Pastor Dom Jaime Spengler
pascom@arquipoa.com

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 31/03/2016

Misericórdia

A misericórdia é maior do que qualquer pecado e expressa um aspecto do amor que, ao se confrontar com a indigência humana, leva a fazer algo para aliviá-la. Durante este ano de 2016, a Igreja nos exorta a resgatar o exercício das obras de misericórdia corporais e espirituais, qual caminho de resgate e dignificação da condição humana.
É oportuno recordarmos as obras de misericórdia corporais. Dar de comer aos famintos: dar de comer é missão conferida pelo próprio Cristo (Lc 9, 13). Ao dar de comer, recordamos o gesto da Eucaristia que gera comunhão entre aquele que tem fome e o que possui o pão. Dar de beber aos que têm sede: quando nos deparamos com a falta de água, nos damos conta de quanto ela é fundamental. Dar de beber não se restringe ao gesto específico, mas se amplifica para a consciência do cuidado de nossa casa comum.
Vestir os nus: o vestir está ligado à dignidade e ao cuidado com a corporeidade da pessoa humana. Cobrir o corpo não é sinal de que nos envergonhamos dele, mas expressa o respeito pelo templo de Deus.Acolher o estrangeiro: Jesus se fez estrangeiro no Egito e itinerante em Israel, onde encontrava abrigo, entre seus amigos, na Casa de Bethânia. A Igreja deve ser Bethânia para tantos que nesse mundo sofrem pela necessidade de terem que deixar sua terra em busca de melhores condições de vida.
Visitar os enfermos: Deus não vem suprimir o sofrimento, mas lhe dar o sentido redentor. A experiência do sofrimento faz maturar quem o experimenta e quem se coloca, misericordiosamente, ao lado do enfermo.
Visitar os encarcerados: visitar os encarcerados é sinal de que depositamos nossa confiança no julgamento misericordioso de Deus e que não perdemos a esperança na pessoa humana.
Sepultar os mortos: estar junto aos que sofrem com a morte de um ente querido, chorar sua dor e dar-lhes suporte nos aproximam como cristãos que caminham sem temor para o encontro definitivo com o Ressuscitado.
Recordamos também as obras de misericórdia espirituais. Aconselhar os duvidosos: isso não significa decidir pelo outro, mas ajudá-lo a compreender seu real problema, para que, por si mesmo, chegue a uma solução para sua dúvida. O conselho parte de nossa própria vida vivida a partir da experiência com o Senhor.
Ensinar os ignorantes: a ignorância, seja da fé ou da educação em geral, constitui-se em um mal. A misericórdia reside em resgatar das trevas do erro e do relativismo aqueles a quem o Cristo redimiu por sua paixão.
Admoestar os pecadores: sob a mística do cuidado, fomos feitos guardiões de nossos irmãos, pois nosso desejo de cristãos é que todos se salvem. Dessa forma, devemos admoestar os que se encontram em pecado, mas sem condená-los.
Consolar os aflitos: "Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados" (Mt 5,5). Não é obra fácil consolar o irmão aflito, pois para isso não se encontra receita pronta. Somente uma coisa consola a pessoa aflita: o amor.
Perdoar as ofensas: sabe bem perdoar aquele que se compreende um "perdoado", ou seja, aquele que fez a experiência do erro, mas que logo após foi acolhido. Não perdoar é carregar consigo uma mágoa e um fardo desnecessários.
Suportar com paciência as injustiças: "Sede pacientes com todos"(1 Ts 5,14b). Ser paciente com os que cometem injúrias contra nós é assemelhar-se ao Senhor que injustamente é condenado, mas suporta a injustiça por amor.
Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos: a oração traduz vivamente a comunhão dos santos e manifesta o desejo sempre vivo de relação com Deus. Quem não reza não se percebe necessitado de Deus e dos irmãos e acaba fechando-se no egoísmo que sufoca a alma humana.
Com os olhos fixos em Jesus e em seu Evangelho, somos convidados, por meio das obras de misericórdia, a fazer nossos os sentimentos que foram os d'Ele.
 
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