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Opinião Notícia da edição impressa de 04/03/2016. Alterada em 03/03 às 18h39min

Somente rock'n'roll?

Caroline da Silva

No Beira-Rio encharcado pela chuva, que não deu trégua nas duas horas do show, mais de 48 mil pessoas foram testemunhas do quarto e último concerto no Brasil da Olé Tour, que os Rolling Stones ainda levam para Peru, Colômbia, México e Cuba. Foi a primeira vez em Porto Alegre e, provavelmente, a derradeira no Brasil.
Além de todos que estavam lá adorarem rock’n’roll, o sentimento uníssono que ecoava entre o enorme público era o de fazer parte de um momento único, uma chance imperdível. Por isso, não era qualquer água que iria tirar o deleite de quem sonhou com aquele instante. Muitos, dali, fariam um pacto com o diabo, uma verdadeira “simpatia” para o capeta, para poder agarrar aquela oportunidade.
Para aqueles que lamentaram por não ir à Argentina há 10 anos - como eu -, a noite foi redentora. E Mick Jagger, Keith Richards, Ronnie Wood e Charlie Watts, tais como misericordiosos padres, perdoaram o pecado da falta e tocaram a missa, ou melhor, o culto ao rock e à sua própria trajetória, no templo especialmente montado para eles. Sem um único acorde tocar, a estrutura do palco já era um espetáculo...
Britânicos, foram pontuais. Keith Richards e sua guitarra foram os primeiros a surgir no palco. Além da jaqueta encravada de pedras que formavam, nas costas, o símbolo da boca com a língua para fora, ele tinha na cabeça uma faixa com as cores amarela, verde e vermelha. Coincidiam com as da bandeira do Rio Grande do Sul, mas também podiam ser uma homenagem à Mãe África, berço da cultura brasileira...
Quando Mick Jagger apareceu com sua camisa de cetim roxa e seu casaqueto de brilho entoando os versos de Jumpin’ Jack Flash, era a hora de ver que o sonho virou realidade. Já Ron Wood, em termos de figurino, destacou-se pelo sapato cintilante vermelho. O baterista Charlie Watts, por sua vez, em sua discrição já conhecida, usou roupas mais confortáveis, uma permanente camiseta amarela, e permaneceu lá no fundo, só no comando das baquetas, sem arriscar se molhar.
O performático Jagger – com seus passeios pela passarela central e em toda a largura do palco, soltando expressões em português e gírias gaúchas – e os guitarristas não temeram a chuva, tinham uma arara de peças à sua disposição. Cada canção, um tema, uma camisa. E assim se seguiu o roteiro de sucessos como It’s only rock’n’roll (but I like it), Tumbling Dice, Paint it black, Miss you, Gimme Shelter, Start me up (que havia sido a música de abertura de todos os outros shows da Olé Tour), Sympathy for the Devil (com figurino, luzes e telões temáticos) e Brown sugar. Também entrou no repertório, votada via internet, Let's spend the night together.
Foi uma quarta-feira preciosa. Os porto-alegrenses foram presenteados com a canção Ruby Tuesday, dificilmente prevista no setlist, executada pela primeira vez em toda a turnê. Se os setentões não imaginavam chegar a esse ponto ainda interpretando as mesmas músicas, uma coisa importantíssima há que se destacar. A maior banda viva de toda a história reconheceu que não pode rodar o mundo sem atender as expectativas dos seus fãs: eles estão lá para ver e ouvir a interpretação dos clássicos, os seus temas preferidos por décadas.
E a Olé Tour encampou esta ideia. Imagina só se eles finalizassem o show na Capital sem Satisfaction (I can’t get no)? Impensável. O bis ainda foi precedido pela lírica You can’t always get what you want, com a participação do Coral da Pucrs.
Choveu? Sim. Foi ruim? Foi. Mas só contribuiu para que a noite de 2 de março de 2016 fique ainda mais inesquecível na história do Beira-Rio, de Porto Alegre, e na memória de milhares de gaúchos – e de alguns gringos, que também estavam por lá. Adeus, quarta-feira de rubi! Você mudou quando o dia clareou, mas na quinta-feira nova, os próprios Stones afirmaram categoricamente que continua viva na recordação da banda, e muito por causa da chuvarada!
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