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negociação salarial Notícia da edição impressa de 01/03/2016. Alterada em 29/02 às 20h47min

Fecomércio-RS apoiará mínimo regional proposto por Sartori

Patrícia Comunello

Contrária à existência do salário mínimo regional, a principal federação patronal do atacado e varejo gaúcho decidiu apoiar o índice de reajuste proposto pelo governador José Ivo Sartori, de 9,6%, que incidirá nos salários de fevereiro. A primeira faixa subiria de R$ 1.006,88 para R$ 1.103,66. A pauta deve ser votada nesta terça-feira (1) na Assembleia Legislativa. Tudo para não arriscar ver passar uma emenda para elevar o índice.
O presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, justificou, nesta segunda-feira (29), que a mudança de posição busca barrar a chance de aprovação de uma emenda parlamentar que pode elevar o índice até 11,31%, que se aproxima do INPC de 12 meses (fevereiro de 2015 a janeiro de 2016), a ser pago em duas parcelas. O deputado Elton Weber (PSB), com a chancela de seis centrais sindicais, montou a alternativa que contempla a correção imediata dos 9,6% e o restante entre março e maio.     
"Dos males o menor", definiu o presidente da Fecomércio-RS. "Vamos aceitar os 9,6% para impedir que passe a emenda." Bohn admite que, com isso, darão aval ao governador, o mesmo que elevou tributos, alvo de críticas dos setores empresariais. "Ele vai ter uma vitória. Mas também vamos inverter a curva de crescimento do mínimo regional, que só subiu nos últimos anos", explicitou o empresário. A federação disse que dirigentes de todo Estado estarão na sessão durante para fazer pressão.  
Outro segmento empresarial, de hospedagem e alimentação, vão ao Legislativo para tentar impedir até mesmo o PL de Sartori. O Sindicato de Hospedagem e Alimentação de Porto Alegre e Região (Sindha) queria a mudança de faixa do segmento da segunda para a primeira, tentando reduzir o aumento. O presidente do Sindha, Henry Chmelnitsky, diz que 70 a 80 integrantes do setor virão do Interior para acompanhar a sessão e reafirmou ser contra o índice de Sartori. "É uma incoerência. O governo não aumenta os salários (servidores) com seu caixa, mas eleva em 9,6% com o nosso dinheiro." 
Outro movimento de pressão será gerado pelas seis centrais sindicais unidas para emplacar a emenda dos 11,31%. O presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, disse que a intenção era chegar ao índice do mínimo nacional (11,68%), mas os parlamentares teriam convencido de que a chance aumentaria com taxa menor. O corpo a corpo começa pela manhã, em conversas de dirigentes CTB-RS, CUT-RS, Força Sindical, Nova Central, UGT e CGTB com deputados da base governista. "Historicamente, as bancadas do PDT e PSB votaram a favor do mínimo regional. Queremos garantir o repasse da inflação para proteger os menores salários", reforçou Vidor. 
A alegação principal é a inflação dos alimentos, que afeta mais nos menores salários. Vidor reagiu ainda a estudo divulgado no fim de semana pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicando que o aumento do mínimo nacional vai gerar  mais desemprego. "O mínimo regional, ao contrário, ajudou a expandir vagas em setores como comércio." O diretor-técnico do Dieese, Ricardo Franzói, observou que o parcelamento do mínimo vai acabar influenciando para que a receita seja seguida nas mesas de negociação de categorias organizadas, que ficam fora da política do piso regional. O Dieese estima em pouco de 1 milhão trabalhadores atingidos pelo piso no Estado.
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