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Repórter Brasília Edgar Lisboa


Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 17/02/2016

Reajuste dos planos de saúde

Desde 2004, os planos de saúde são reajustados acima da inflação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013, o IPCA foi de 5,91%, enquanto os planos subiram 8,73%. Entre maio de 2014 e abril de 2015, o salário-mínimo aumentou 8,84%; o IPCA, 8,17%; e as mensalidades dos planos individuais de saúde, 13,55%. Já os planos coletivos, no mesmo período, reajustaram seus contratos em patamares superiores a 20%. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tentou dar um basta nos aumentos abusivos e fixou em 13,55% o reajuste máximo. A regra incide sobre 8,6 milhões de segurados que optam por um plano individual, ou 17% do total. O problema é que grande parte dos assinantes optou por um plano coletivo. Aí não há limite. A maioria das seguradoras optou por reajustar em 30% a 40%. Houve casos em planos coletivos que o aumento foi de 150%. Um absurdo.
Desespero nas famílias
O senador Paulo Paim (PT) prometeu discutir o assunto na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. "Valores exorbitantes e proibitivos vêm sendo cobrados pelas operadoras. É impagável. Ninguém consegue mais pagar. A situação é de desespero para milhões de pais de família. Saúde é um dos setores com os quais a administração pública não pode brincar. Qualquer descuido e os reflexos sobre a sociedade são devastadores", disse. Ele prometeu chamar os representantes dos planos e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para saber o porquê dos aumentos.
Média absurda
Segundo Paim, há um erro crasso na avaliação dos reajustes. "O poder público tentando regular uma parte do mercado com base nos parâmetros da parte não regulada é uma situação que chega a ser constrangedora para a administração pública, porque ele pega o plano individual, que é regulado, pega o plano coletivo, que não é regulado - que pode aumentar como quiser -, e faz a média dos dois", criticou.
SUS verde
O senador José Medeiros (PPS-MT) lembrou de outro problema dos planos. Assim como os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), os estabelecimentos que atendem os segurados têm filas imensas. "Você paga um plano de saúde, mas passa a ter praticamente só o encargo de pagar, porque, na hora de receber o serviço, são filas imensas", disse.
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