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Artigo Notícia da edição impressa de 19/02/2016. Alterada em 18/02 às 21h09min

Uma vida um pouco menos salgada

Gustavo Glotz de Lima

A polêmica lei recentemente criada que proíbe bares e restaurantes de colocar recipientes com sal sobre as mesas é uma das muitas medidas que podem - e devem - ser tomadas para contribuir com o combate à hipertensão. A Organização Mundial da Saúde recomenda, para adultos, a redução de ingestão de sódio para 2g/dia (5g/dia de sal) e, para as crianças (2 a 15 anos), o nível máximo de ingestão de 2g/dia de sódio. Existem alternativas simples, como o limão, para temperar os alimentos, tanto nos restaurantes quanto em casa. O que a sociedade precisa é ser orientada do quanto é perigoso e comum a pressão alta, por ser uma doença democrática e que atinge uma em cada quatro pessoas adultas.
A redução do sal tem impacto significativo na redução de infarto e de acidente vascular cerebral e o excesso do sal pode descompensar casos de insuficiência cardíaca. Os já sabidos cardiopatas devem se cuidar ainda mais na hora de temperar sua alimentação. Na campanha de combate à hipertensão, realizada pela Sociedade de Cardiologia do RS, os alunos da UFCSPA fizeram um levantamento com as pessoas que circulavam no Parcão, em Porto Alegre. Dos que verificaram a pressão arterial, 30% estavam com o nível elevado e, destes, 50% não sabiam que eram hipertensos.
A iniciativa de não deixar saleiro exposto na mesa é interessante, principalmente para as crianças. Quem quiser, pode solicitar sal extra, o que pode ser desencorajado e talvez não proibido. Deve ser uma atitude saudável, uma conscientização por saúde e não apenas um limitador imposto. Porém, muitas ações educativas começam pela proibição de alguma coisa, principalmente no Brasil. Junto com o sal, há uma série de alimentos e atividades que merecem atenção para manter o coração saudável. Nenhuma medida isolada é tão eficaz como o acompanhamento médico regular e o uso de medicações indicadas para cada caso. Não podemos acreditar que a solução está apenas em reduzir o sódio, frente a inúmeras atitudes que devem ser adotadas no dia a dia. Mas é um começo, um passo adiante e um sinal de que teremos um futuro mais consciente.
Cardiologista e presidente da Socergs
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