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Editorial Notícia da edição impressa de 16/02/2016. Alterada em 16/02 às 11h19min

Saneamento básico é fundamental à saúde pública

A canalização do popular Arroio Dilúvio, oficialmente riacho Ipiranga, foi realizada pelo então prefeito nomeado José Loureiro da Silva, no seu primeiro governo, entre 1937 e 1943. Antes disso, o Dilúvio descia, chegando ao que seria hoje a Praia de Belas e os quartéis da Brigada Militar. Passados 76 anos, eis que o Dilúvio recém recebeu uma rede de proteção para segurar os milhares de detritos jogados pela população do seu entorno que correm por ele na direção do Guaíba. Visionário, o "Velho Charrua" dizia que "obras de saneamento todos pedem, mas são caras, ficam enterradas, não dá para inaugurar e, quando resolvem o problema, ninguém mais se lembra dele".
O trabalho de despoluição do Guaíba e do Dilúvio, no entanto, não cabe apenas à prefeitura de Porto Alegre, mesmo que ela tenha feito desassoreamento seguido no local. Agora, fará trabalho importante no Arroio Sarandi, na Zona Norte. Desde outubro de 2015 que a cidade viu que chuvas fortes não trazem apenas alagamentos, mas mostram uma grande dificuldade para o funcionamento da rede pluvial. No dia 29 de janeiro, um tornado ou algo parecido destruiu milhares de árvores, as quais, em muitas ruas da Capital, continuam atiradas junto ao meio-fio, à espera de remoção.
Em nova chuvarada torrencial no sábado, dia 13 de fevereiro, eis que notou-se o mesmo problema. Casas de bombas não puderam ser acionadas por causa do lixo descartável que atulhava os canais de captação. Dito isso, pode-se afirmar que, em muito boa hora, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) escolheu o saneamento básico como tema de 2016.
Ora, saneamento básico é vida e, mais ainda e em decorrência, é saúde. A campanha contra o mosquito que, apenas ele, pode ser o vetor de três doenças mostra a necessidade de saneamento no mais amplo sentido da palavra, começando pelo fim de locais de acúmulo de água, principalmente as servidas.
Porto Alegre está investindo cerca de R$ 600 milhões no Programa Integrado Sócio Ambiental (Pisa), com o qual deixará a Capital com mais de 70% de sua área tendo esgoto cloacal tratado e que será lançado, bem limpo, no canal de navegação do Guaíba. Grandes tanques de oxidação dos esgotos, tratamento e, por fim, o despejo não mais in natura. Isso representa um avanço importantíssimo para que a saúde de todos nós seja preservada.
Claro que ainda há muito para ser feito, porém, insistimos, não é trabalho isolado do Dmae, do DMLU e do DEP, órgãos diretamente responsáveis pela linha de frente do saneamento de Porto Alegre. Entretanto, o que está sendo feito depende, e muito, da colaboração de todos nós.
Jogar lixo nas sarjetas é um primeiro passo para futuras inundações, para alagamentos e todos os transtornos que, infelizmente, temos observado em Porto Alegre com uma frequência que incomoda. A soma dos problemas que o Brasil enfrenta confunde mesmo autoridades médicas técnicas e cientistas da área, quanto às doenças que podem ser transmitidas pelos mosquitos, sejam ou não ligadas ao Aedes aegipty.
O fundamental é o saneamento em toda a cidade, com esgoto cloacal e pluvial, às vezes misto, para que haja proteção. E que a população evite descarte de lixo, mesmo o reciclável, em arroios em que entopem o sistema de casas de bombas do Departamento de Esgotos Pluviais e as bocas de lobo. Realmente, saneamento básico é vida e evita a proliferação de doenças, conforme está pregando a sempre responsável CNBB.
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