Porto Alegre, quinta-feira, 04 de fevereiro de 2016. Atualizado às 21h39.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
26°C
29°C
22°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,8940 3,8960 0,61%
Turismo/SP 3,7500 3,9900 3,85%
Paralelo/SP 3,7500 3,9900 3,85%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral | Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas | GeraçãoE
ASSINE  |   ANUNCIE  |   ATENDIMENTO ONLINE
COMENTAR CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR

Editorial Notícia da edição impressa de 05/02/2016. Alterada em 04/02 às 21h23min

País aguarda a verdade política que trará progresso

Vaias e aplausos para a presidente Dilma Rousseff (PT), que foi à Câmara Federal para a abertura dos trabalhos legislativos. Convenhamos, não cabe vaiar a chefe do governo nesta ocasião, por mais que se discorde dos seus propósitos, como a volta da CPMF, um tributo tão combatido pelo seu partido, até que foi extinta, quando arrecadava a fabulosa soma de R$ 42 bilhões por ano. Mas, pelo que se viu, o embate político não esfriará, tais as posições antagônicos que o País e os partidos - nem todos - estão vivendo. E, tristemente, as vendas do comércio e a produção de veículos recuaram para números de 2002 e 2003, respectivamente.
A perspectiva positiva é a produção de grãos, com uma safra reestimada para 210,7 milhões de toneladas. Porém, não podemos desistir do Brasil, não podemos desistir de promover melhorias na administração pública, da mesma forma que empresários e empregados não desistem. Angel Gurría, secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), julga que o sistema político do Brasil foi "capturado" por financiamento ilegal ou viciado de campanhas eleitorais por empresas privadas ou lobbies que visam manipular governos em prol de seus interesses. Mas ele arremata dizendo que a ação da Justiça brasileira é um "caso edificante".
Contas da campanha eleitoral de 2014 estão sob suspeita e ameaçando a presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB). É a lei e tudo deve ser apurado pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas é desgastante quando há uma mistura de problemas financeiros, econômicos e políticos sufocando a todos nós.
O Brasil dos movimentos sociais precisa saber a sua verdade. Uma inquebrantável busca da verdade é que poderá corrigir os erros de governos que praticam um irracionalismo unilateral. Não podemos, para entender os problemas que nos assolam, dissociarmo-nos da sociologia. Temos fatores que giram em torno do psiquismo das massas, bem como socioeconômicos. Sem esquerdismos nem direitismos, dicotomia que só nos tem atrasado, temos, sim, condições de nos guiarmos em busca de dias melhores, sem as peias das paixões irracionais.
Precisamos continuar atraindo investimentos, mesmo que a China seja o destino preferido há alguns anos, que recebeu € 325 bilhões em 4,3 mil projetos desde 2003. O volume é duas vezes superior ao segundo colocado, os EUA, com € 166 bilhões e 2,6 mil novos projetos. Porém, isso não ajudou o Brasil a mudar de grau em termos de desenvolvimento tecnológico.
Do total que se investe por multinacionais pelo mundo em pesquisa e desenvolvimento, a América Latina recebeu apenas 3% na última década. Os gargalos na infraestrutura continuam um grave problema. Além disso, temos que investir na inovação e imagem de marca. Na pesquisa de influente revista, 84% dos entrevistados afirmaram que marcas brasileiras não são muito reconhecidas ou muito consideradas em outros países.
Apenas 3% dos entrevistados norte-americanos acreditam que as marcas brasileiras são reconhecidas e consideradas. Os problemas têm que ser superados, eis que a crise passará, e o Brasil continuará. Neste ano de 2016, podemos avançar ou ter dias tenebrosos, social, econômica e politicamente falando. Entretanto, Platão perguntava quem eram os filósofos no seu tempo. E ele mesmo respondia: são aqueles que amam comtemplar a verdade. E a verdade, que liberta, tem que aparecer neste ano de 2016. É o que se espera.
COMENTÁRIOS
Deixe seu comentário sobre este texto.



DEIXE SEU COMENTÁRIO CORRIGIR ENVIAR imprimir IMPRIMIR
LEIA TAMBÉM
Simulações superficiais perpetuam problemas no País
Chegou a vez de as acusações recaírem justamente sobre alguém que se diz paladino da República, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

 EDIÇÃO IMPRESSA

Clique aqui
para ler a edição
do dia e edições
anteriores
do JC.


 
para folhear | modo texto
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
Digite o resultado
da operação matemática
neste campo