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Saneamento básico Notícia da edição impressa de 17/02/2016. Alterada em 17/02 às 00h46min

Mais de 100 milhões não possuem rede de esgoto

MARCELO G. RIBEIRO/JC
No Estado, somente 49,54% dos resíduos gerados recebem tratamento

Um total de 156,4 milhões de brasileiros que vivem em áreas urbanas tinha acesso à rede pública de abastecimento de água em 2014. O número equivale a 93% dos moradores das áreas urbanas do País. No quesito saneamento, 57,6% eram atendidos por redes coletoras de esgoto, o que significa 96,8 milhões de habitantes. Considerando que o Brasil tem mais de 205 milhões de habitantes, isso significa que mais de 100 milhões de brasileiros não possuem acesso à rede de esgoto.
Os dados são da 20ª edição do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos referentes ao ano de 2014. O levantamento do Ministério das Cidades buscou informações sobre o abastecimento de água em 5.114 municípios, que abrangem 168 milhões de pessoas (98% da população urbana do País). Sobre o esgoto sanitário, o estudo obteve dados de 4.030 cidades, nas quais vivem 158,5 milhões de brasileiros (92,5% da população urbana).
Segundo o diagnóstico, R$ 12,2 bilhões foram investidos efetivamente nos serviços de água e esgoto em 2014. O número representa um crescimento de 16,7% em relação a 2013. Os serviços de esgoto receberam 46% do total investido. No mesmo ano, mais de 2,4 milhões de pessoas foram incluídas no serviço de abastecimento e 3,5 milhões na área de saneamento.
O índice médio de dejetos coletados no Brasil chega a 70,9% do total gerado. Entretanto, quando se fala em esgoto tratado, esse percentual cai para 40,8%. O trabalho mostra que houve uma discreta evolução nesse ponto. O volume de esgotos tratados saltou de 3,624 bilhões de metros cúbicos em 2013 para 3,764 bilhões em 2014, um aumento de 3,9%.
O levantamento revelou que o consumo médio per capita de água no País foi de 162 litros por habitante ao dia, queda de 2,6% em relação a 2013. A população do Nordeste consumiu em média 118,9 litros (menor quantia do País), enquanto, no Sudeste, o consumo foi de 187,9 litros (maior do Brasil).
No Rio Grande do Sul, o consumo médio de água em 2014 foi de 162,9 litros por habitante. Nos últimos três anos, a média foi de 154,9 litros. O Estado, juntamente com Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rondônia, Acre, Distrito Federal e Amazonas, é um dos que consome mais que a média do País, de 162 litros por habitante ao dia.

Dos 497 municípios gaúchos, só 108 têm redes coletoras


A condição do atendimento de esgoto sanitário no Rio Grande do Sul ainda é precária. Das 497 cidades gaúchas, somente 108 possuem redes coletoras. Na prática, isso significa que 3,1 milhões dos mais de 11,2 milhões de gaúchos têm acesso a uma rede de esgoto. Apenas os moradores de 28% dos municípios gaúchos são atendidos por esgotamento sanitário.
Nas áreas urbanas, o índice sobe para 32%. Ainda assim, só 28,67% do esgoto gerado é coletado, e apenas 49,54% dos dejetos são devidamente tratados. É um dos piores índices do Brasil, ficando à frente dos estados do Pará (15,36%), do Maranhão (37,15%) e de Minas Gerais (49,34%).
Quanto ao abastecimento de água, a situação é melhor. No total, 450 municípios possuem acesso, o que corresponde a mais de 9,3 milhões de gaúchos. No total, 85% das cidades são atendidas. Quando o recorte se refere às áreas urbanas, o índice cresce para 94,96%.
O Estado apresentou queda no percentual de investimentos para a área de saneamento básico. Em 2013, foram R$ 428,3 milhões, o equivalente a 4,1% do total aplicado, contabilizando todas as áreas. Em 2014, embora o valor bruto tenha aumentado para R$ 431,3 milhões, o percentual caiu para 3,54%. Além disso, a tarifa cobrada por metro cúbico de água no Rio Grande do Sul em 2014, de R$ 4,52, foi a maior do País, fato que já tinha ocorrido em 2013.
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