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artigo Notícia da edição impressa de 23/02/2016. Alterada em 22/02 às 22h20min

Opinião econômica: Eu aposto no Brasil

Fred Chalub/Folhapress/Arquivo/JC
Benjamin Steinbruch é diretor-presidente da CSN e presidente do conselho de administração da empresa

Benjamin Steinbruch

De todos os males do Brasil, o mais perturbador é a perda de empregos. No ano passado, o País viu desaparecer 1,5 milhão de postos de trabalho. A renda da população teve queda real, descontada a inflação, de 3,7%, a primeira em 10 anos.
Foi o fim de um ciclo benigno de mais de uma década. De 2003 a 2014, o País criou 17,7 milhões de empregos formais, um período de crescimento da economia e da renda.
A crise atual põe fim a um tempo de importantes ganhos sociais no qual pelo menos 40 milhões de consumidores ascenderam às classes médias. Nunca tantos brasileiros experimentaram a sensação de prosperidade.
Isso não é ufanismo. Qualquer observador imparcial se obriga a reconhecer essas melhorias. O Brasil viveu uma década em que foi louvado por brasileiros e estrangeiros. Era gratificante viajar para o exterior e ouvir comentários de pessoas interessadas em entender por que, afinal tanta coisa boa acontecia no Brasil.
Por erros de condução de política econômica, por omissões e também pelo impacto da crise internacional que derrubou os preços das commodities, esse período acabou. O Brasil agora está frágil, perdeu autoestima e prestígio e busca sair da crise num péssimo momento, em que o mundo todo faz esforço semelhante, inclusive a China, cuja economia deixou de crescer em ritmo chinês.
A economia global não é mais a mesma. A famosa frase de John D. Rockefeller - "O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada, e o segundo melhor, uma empresa de petróleo mal administrada" - já não é verdadeira no atual cenário em que as grandes petroleiras dão prejuízo.
Por maiores que sejam as dificuldades brasileiras, porém, recuso-me a olhar para o futuro com desesperança. Fujo do coro dos pessimistas. Tenho certeza de que as águas vão rolar - e precisam rolar o mais rapidamente possível - para que o País volte a crescer e a criar empregos.
Críticas são importantes para corrigir erros e evitá-los no futuro. Mas chegou o momento em que todos precisam sair de trincheiras políticas e ideológicas para abraçar o Brasil e começar a sugerir o que fazer para consertá-lo.
O clima ainda é carregado, os números, negativos, mas as coisas podem mudar. A atitude do governo, de chamar de volta representantes da sociedade para discutir os problemas do País, é louvável.
Algumas medidas começam a ser tomadas. Ideias foram levadas à prática para estimular o crédito para pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Reformas estruturais, como a da Previdência, estão sendo propostas e, embora não tenham efeito imediato para ajustar as contas públicas, ajudam a mudar o clima, porque denotam responsabilidade fiscal. O Banco Central manteve a taxa de juros, que já é extremamente elevada, numa corajosa decisão.
O câmbio ajuda as exportações. São Pedro colaborou, mandou chuvas de verão que atenuaram a crise hídrica, afastaram a hipótese de novas altas no preço da energia e fortaleceram a safra agrícola.
Com a crise global se acentuando, porém, não dá para esperar muita ajuda externa. A salvação não vai cair do céu. Precisamos lutar por ela aqui dentro, adubando nosso enorme mercado interno.
O Brasil só poderá mudar para melhor se acreditarmos nessa possibilidade. São muito recentes para serem esquecidas algumas conquistas importantes do País, como o Plano Real no fim do século passado e as melhorias sociais do início deste século. Eu aposto no Brasil.
Diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional e presidente do conselho de administração da empresa
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