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Lava Jato Notícia da edição impressa de 29/01/2016. Alterada em 28/01 às 23h21min

Moro mantém depoimento de Dirceu para esta sexta

HEULER ANDREY/AFP/JC
José Dirceu foi acusado por corrupção e lavagem de dinheiro

O juiz federal Sérgio Moro manteve para esta sexta-feira, às 14h, na sede da Justiça Federal, em Curitiba, o depoimento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) na ação penal que ele responde na Operação Lava Jato.
Moro negou pedido da defesa de Dirceu para adiar a audiência até que o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque finalize as negociações sobre o acordo de delação premiada com a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF), que comanda as investigações. O juiz explicou que os advogados não têm direito de saber se o acordo de delação está em curso. Além disso, Moro afirmou que não há previsão legal para adiar o depoimento antes de declarações de delatores.
A defesa afirmou que Dirceu não vai ficar calado durante o depoimento e que vai esclarecer todos os fatos imputados a ele.
No entanto, os advogados argumentaram que a fase de audiências terminará nesta sexta-feira, e, dessa forma, o depoimento deveria ser feito após Dirceu tomar conhecimento prévio de todos os fatos imputados a ele, inclusive por delatores.
Dirceu e mais 15 investigados foram denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. A acusação contra o ex-ministro se baseou nas afirmações de Milton Pascowitch, em depoimento de delação premiada. O delator disse que fez pagamentos em favor de Dirceu e Fernando Moura, empresário ligado ao ex-ministro. Segundo os procuradores, o dinheiro saiu de contratos entre a empreiteira Engevix e a Petrobras. Dirceu está preso preventivamente desde agosto do ano passado em um presídio em Curitiba. A defesa do ex-ministro afirma que a denúncia é inepta, por falta de provas. De acordo com os advogados, a acusação foi formada com declarações de investigados que firmaram acordos de delação premiada.

Depoimento de petista na operação é outra preocupação para cúpula do PT


O depoimento do ex-ministro José Dirceu (PT) à Justiça Federal do Paraná se transformou em mais um motivo de preocupação para a cúpula do PT.
O temor é de que, para se defender das acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Dirceu aponte o partido como responsável por indicações na Petrobras, o que abriria um novo flanco de investigação contra dirigentes e ex-dirigentes petistas.
Até a quarta-feira era consenso no PT que Dirceu não incriminaria diretamente outros nomes. Ao apontar o partido como responsável pelas indicações, ele apenas colocaria em prática uma nova estratégia de defesa, avaliavam os petistas.
No entanto, o depoimento do ex-ministro poderá, nesse caso, abrir um novo caminho para a investigação relativa ao partido.
Outro temor é de que Dirceu utilize um de seus ex-assessores e amigos que também são alvos da operação para apontar novos nomes. Esse receio cresceu nos últimos dias após o depoimento do empresário Fernando Moura, conhecido no partido pela sólida amizade com José Dirceu.
Na última sexta-feira, Moura, réu da Lava Jato, disse que pagou propina para o PT e que seus contatos sobre valores ilícitos foram feitos com o ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira e com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque preso desde abril do ano passado.
"Qualquer coisa que fiz a nível de partido, de conversa, foi feito através do Silvio Pereira", afirmou Moura em depoimento prestado no âmbito da mesma investigação na qual Dirceu será ouvido na quinta-feira.
Interrogado pelo juiz federal Sérgio Moro, como réu no processo do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o lobista apontou contratos da Petrobras em que ele diz ter feito acertos envolvendo Silvio Pereira e Duque e que tinham o PT como beneficiário. "Percentagens de valores de comissão (iam) para o diretório nacional e diretório estadual de São Paulo", afirmou Moura.
"Isso tanto com o senhor quanto com o Silvio?", questionou um dos procuradores na audiência. "Tenho certeza de que o Sílvio conversou comigo e com o Renato (Duque) também (sobre percentuais)", disse Moura.
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