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Eleições 2016 Notícia da edição impressa de 27/01/2016. Alterada em 26/01 às 22h12min

Petistas serão responsáveis por seus gastos de campanha

WILSON DIAS/ABR/JC
Rui Falcão avaliou resultado da reunião da executiva nacional

Com dois de seus tesoureiros presos sob suspeita de corrupção, o PT vai implementar, a partir das eleições de 2016, uma norma para que todos os seus candidatos se responsabilizem por suas contas de campanha. Dessa forma, o partido quer evitar ser responsabilizado por supostos deslizes.
Em reunião da executiva nacional do PT, ontem, em Brasília, ficou definido que uma cláusula de responsabilidade será incluída "na carta compromisso" dos candidatos para que eles se responsabilizem pelas contas.
"Não é desconfiança de ninguém, mas, como muitas vezes há um erro, um deslize, não queremos que haja nenhuma responsabilização do partido", afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão.
Segundo o dirigente petista, o partido pretende fazer uma "fiscalização enérgica" para evitar que o financiamento empresarial continue.
Após a série de investigações que levou à prisão dois dos tesoureiros do PT Delúbio Soares, pelo mensalão, e João Vaccari Neto, pelo esquema de corrupção na Petrobras , o partido vetou o recebimento de doações empresariais e tem tido dificuldades de arrecadar recursos, inclusive para pagar dívidas contraídas durante a campanha de 2014.
"As campanhas agora vão exigir muita criatividade, ampla participação da militância, da sociedade e dos movimentos sociais. Não haverá campanha nos moldes anteriores", explica Falcão.
Ainda de acordo com o presidente do PT, será preciso insistir no debate da reforma política e os candidatos da legenda levantarão, segundo ele, essa bandeira durante as eleições para que haja mudanças no sistema eleitoral, principalmente sobre financiamento.
Mesmo após a troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, medida defendida abertamente pelo PT e elogiada por Falcão nesta terça-feira, o presidente do partido diz que ainda é preciso "abrir uma nova etapa na discussão da política econômica" do governo Dilma Rousseff (PT).
"Nelson Barbosa deu perspectivas de mudança, e houve medidas positivas na economia neste início de ano", disse Falcão, citando a elevação do salário-mínimo e do piso da Previdência acima da inflação, além da mudança do indexador das dívidas de estados e municípios com a União.
Mas, segundo ele, é preciso adotar medidas de retomada do crescimento econômico "com ênfase na geração de emprego, investimentos em infraestrutura e combate à inflação".
Falcão reconhece que dificilmente algumas dessas medidas sejam hoje aprovadas pelo Congresso e que, por isso, muitas vezes, "nem adianta" pedir que o governo paute os temas no Legislativo.
"Mas temos que continuar empunhando essas bandeiras para que nada seja feito de baixo para cima", declarou o petista ao citar a reforma tributária, a revisão da tabela do Imposto de Renda, entre outras medidas que têm sido defendidas pelo partido.

Parlamentares vão escolher novos líderes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal


Os parlamentares do PT retomam os trabalhos no Congresso, na próxima semana, com a incumbência de escolher um novo líder tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. Por motivos distintos, o senador Humberto Costa (PE) e o deputado Sibá Machado (AC) devem deixar os postos já nos primeiros dias de fevereiro. Há três anos no cargo, Costa quer se dedicar, neste ano, às eleições municipais para reconstruir o PT em Pernambuco. Desde as últimas eleições, o partido perdeu representatividade no estado. O próprio senador acabou sendo derrotado quando concorreu à prefeitura do Recife em 2012. Dos 13 prefeitos eleitos pelo partido em 2012, quatro deixaram a sigla ao longo dos anos. Além disso, o senador diz ter se cansado da liderança.
Em dezembro, ele conversou com os outros 12 senadores da bancada para anunciar a sua decisão. Apesar de não poder influenciar diretamente na escolha do novo líder, o Palácio do Planalto considera preocupante a saída do pernambucano. Isso porque uma troca no comando do principal partido da base do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) neste momento pode acabar trazendo problemas em um momento em que ela precisa angariar apoio no Congresso.
O próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu a Costa, no final do ano passado, que permanecesse no cargo por mais um período, porque avalia que este não é o momento de o senador sair do posto.
Um dos nomes cotados para substituir Costa é o do senador Lindbergh Farias (RJ), ferrenho crítico da política econômica do governo. Ex-ministra da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PR) também está na disputa.
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